Em um dos dias que estivemos em Amsterdam, aproveitamos para fazer um outro tour e conhecer uma parte mais rural do pais e os famosos estereótipos Holandeses, que são os moinhos de vento, as fábricas de tamancos de madeira e as lojas de produção e venda de queijos gouda, aqueles redondos de casca amarela. Se tiver uma metade de dia sobrando na cidade, vale à pena escapar a esse lado mais ‘country’ da Holanda.

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O passeio começou por Zaanse Schans, um conjunto de atrações que foram reconstruídas lado a lado, a partir de modelos originais, simulando uma antiga vila holandesa do século XVII, bem na margem do rio Zaan, (daí o nome do lugar). Trata-se de uma espécie de museu folk a ceu aberto, com moinhos de vento passíveis de visitação, lojas de queijo e de souvenires típicos, além de um museu do relógio e uma mini fábrica de tamancos.

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Um detalhe: A Vila, apesar de charmosa, fotogênica e atraente, não é original. Na verdade, as casas e moinhos que formam o parque foram trazidas de outras regiões e alocadas ao redor do rio. Um rearranjo com peças originais montadas lado a lado para criar um museu.

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Como se sabe, a holanda possui grande parte de seu território situado abaixo do nível do mar, estando sujeita a enchentes e inundações. Ao longo de sua história, várias técnicas foram desenvolvidas para que os habitantes pudessem residir nos locais e cultivar a terra, explorando-a economicamente. No início, há dois milênios atrás, construíam as casas em terrenos mais altos. Posteriormente, deram inicio à construção de diques, cavando-os ao entorno das casas e dos terrenos cultivados como forma de proteção.

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Na idade média, por volta do século XII, começaram a utilizar a solução dos moinhos de vento, como mecanismo de controle do nível da água, aproveitando-se da grande incidência de força eólica proveniente dos mares do norte.
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Em Zaansche Sans, além de muitas casinhas de madeira pintadas de verde, funcionam 6 moinhos originais movidos ào sabor do vento, que a par de serem usado na trituração de grãos, na serragem de madeira e na produção de óleo, servem principalmente para drenar o excedente de água dos terrenos pantanosos, tornando-os produtivos e habitáveis. Tudo conectado por pequenas pontes sobre canais e contando ainda o lugar com mini fazendinhas de animais domesticos, artificio eficiente para atrair e entreter crianças. Pude comprovar isso com as minhas filhas.
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A distância de Amsterdam à Zaanse Schans é de apenas 22 quilômetros. É pertinho. Dá para ir de trem partindo da Centraal Station e chegando na estação Koog-Zaandijk (20 minutos + 15 de caminhada). Os ônibus da linha 391 Connexion partem a toda hora da Centraal Station para Zaanse Schans e levam 40 minutos. Também dá para ir de carro em aproximadamente 20 minutos e essa opção dá mais liberdade de locomoção. No decorrer da visita, fomos ao interior de um moinho, passeamos, vimos o museu do relógio e comemos stroopwafel. Foto abaixo das filhas no terraço do moinho de vento com a gigantesca pá atrás:
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Em seguida o passeio guiado seguiu até a cidade de Marken, uma pequena vila de pescadores no extremo de uma península. Uma mini cidadezinha muito bem preservada, muito agradável, atraente, turística, mas não excessivamente cheiaAntigamente, Marken era uma ilha com um famoso porto de pesca de baleia e peixe-espada. Posteriormente, a partir do século XVII, foi se deteriorando e chegou a se transformar em uma cidade quase fantasma. Mas hoje em dia, na verdade desde o ano de 1957 está conectada ao continente através de uma passarela construída sobre uma faixa aterrada que viabilizou sua revitalização e a retomada do vilarejo como destino turístico pitoresco. Destaque do visual para as casinhas verdes coladas umas as outras com belos quintais e repletas de jardins floridos e gramados bem cuidados.
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No local, visitamos uma fábrica/loja de tamanco de madeiras (clogs). O fabricante fez uma demonstração de todo o processo de manufatura, desde o bloco de madeira bruta até o acabamento final. E explicou que até os dias atuais o calçado é muito utilizado entre as populações rurais da Holanda pela sua praticidade de manter os pés secos e impermeáveis, malgrado o caminhar frequente por terrenos alagadiços e ainda para servir como proteção eficaz, contra machucados e feridas nos pés decorrentes de pisadas acidentais de animais pesados como vacas, bois e cavalos, com os quais os fazendeiros tem frequente contato. Na saída da lojinha anexa, uma de nossas filhas vestiu roupas típicas para fotos e elas posaram ainda para um clique com uma vaquinha holandesa estilizada.
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A cidade tem realmente um estilo arquitetônico singular e várias das casas geminadas de madeira estão listadas como patrimônio cultural nacional. Muitas são construídas sob uma pequena elevação para se manterem secas e seguras, mesmo com a inconstante sobe e desce das marés, fenômeno ainda mais relevante nesse país abaixo do nível do mar. A atmosfera do lugar é de muita paz e tranquilidade, sendo possível de se caminhar por ela ouvindo a voz de crianças brincando e o canto dos pássaros. E, na linha do Horizonte, avistam-se ovelhas e vacas pastando sem qualquer incômodo ou perturbação ao redor. Uma paisagem bucólica e relaxante.
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De Edam, pegamos um ferry-boat de cerca de 35/40 minutos de travessia e chegamos até o último local da visita, a cidadezinha de Volendam.
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Volendam tem como atrativos divulgados, a culinária local, as fábricas de queijo e as pessoas que ainda se vestem com trajes típicos. Também é um destino turístico muito popular nos arredores de Amsterdam, mas foi de longe o menos interessante dos 3 locais visitados apesar de termos conhecido uma fábrica de queijos com pessoas vestidas a caráter e comprado alguns exemplares da iguaria. O problema é que a cidade é grotescamente turística. Tipo, pega turista. Tem uma orla onde estaciona o barco do ferry com lojas de souvenir, pessoas vestidas com roupas típicas andando de um lado pro outro pra atrair os visitantes e tentar ganhar algum dinheiro com fotos. Se pudesse, teria retirado essa parada do passeio, que muito valeu pelos 2 primeiros pontos do itinerário.
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Assim, se quiser conhecer a parte rural da Holanda, recomendo a visita à Zaansche Sans e, principalmente à Marken, onde será possível visitar fábricas de clogs, ver moinhos de vento, vacas holandesas, pessoas vestidas com roupas típicas do país e visitar lojas e fábricas dos deliciosos queijos lá fabricados.

One Thought on “Um dia de passeio pela Holanda Rural em Zaanse Schans, Marken e Volendam.

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