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Mostar: A cidade de maior apelo turístico da Bósnia-Herzegovina, e seu secular legado Otomano.

Mostar foi nossa última parada na Bósnia-Herzegovina, após conhecermos a fantástica Sarajevo. Visitamos a cidade, no trajeto de retorno, quando rumávamos para Dubrovnik, na parte final de nosso giro balcânico. Ela já fica bem próxima à fronteira com a Croácia, na região da Herzegovina e, para aqueles que não fazem questão de Sarajevo, pode ser objeto de um day tour desde Split ou mesmo partindo de Dubrovnik. Talvez a cidade mais caracteristicamente muçulmana que eu já tenha visitado, Mostar, com a sua famosa e icônica ponte velha, sobre o leito do Rio Neretva, representa de modo bem sintético, o melhor e o pior da época da Iugoslávia. No período sob a regência de Tito, a cidade abrigava uma coexistência pacífica entre todas as religiões monoteístas e albergava uma comunidade rica e próspera, dotada de uma extraordinária miscigenação cultural e religiosa, com os diferentes grupos e crenças vivendo de modo harmônico e tolerante. Foto abaixo da ponte e do rio Neretva:

Sarajevo. A multicultural Jerusalém dos Balcãs. Uma cidade indispensável para entender uma parcela da história do Mundo. (Parte 1)

Desde que iniciei esse trabalho de criar um blog de viagens, já foram até hoje quase 60 posts em exatos 02 anos. Sem um instante sequer de dúvida ou hesitação, afirmo que escrever e retratar Sarajevo, elaborando um texto que consiga traduzir minimamente o significado do que quero passar, será a tarefa mais difícil a ser trilhada até o presente momento. Dividirei esse relato em 2 posts. A capital da Bósnia-Herzegovina, cidade Olímpica dos Jogos de Inverno de 1984, é um daqueles lugares únicos no mundo, com peculiaridades históricas e culturais riquíssimas e ímpares, habitada por um povo simples, hospitaleiro e muito amistoso, marcado indelevelmente (para o bem e para o mal) com a tinta de todos os episódios de sua conturbada trajetória. Sarajevo mistura em sua biografia capítulos onde, ora simultânea, ora sucessivamente, se fazem muito presentes parágrafos recheados de tristeza, alegria, reconstrução, guerra, recomeço, desespero, morte, fraternidade, ódio, intolerância e, principalmente, esperança.