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Lisboa ou Porto? Fique com as duas! Parte 1: Lisboa.

Lisboa ou Porto? Fique com as duas! Parte 1: Lisboa.

Lisboa é a capital, mas sua rival, Porto, pode se gabar de ter dado o nome ao país, (Portus+Cale=Porto e Vila Nova de Gaia=Portugalia =Portugal) nesta saudável e animada rivalidade entre as duas cidades ícones do povo luso. Como um autêntico derby Benfica x Porto, disputam o título de maior atração portuguesa, mas estou certo que nesta competição não há espaço para derrotados, porque as duas vencem, empatadas com a pontuação máxima!

Mas quem ganha mesmo é o povo português e a comunidade turística internacional, por ter a chance de usufruir de dois lugares tão fantásticos, especiais e altamente receptivos aos viajantes, principalmente aos brasileiros! Sim, eles nos adoram, mas a recíproca também é mais do que verdadeira. Nós adoramos Portugal! Afinal, eles nos descobriram…

Se o Porto tem o seu famoso vinho fortificado, que coloca os ingleses de joelhos há pelo menos 3 séculos, Lisboa tem Fernando Pessoa, fonte contínua de inspiracão e poesia (ou talvez Ricardo Reis, Alberto Caeiro ou Álvaro de Campos, dependendo da ocasião). Porto tem Vila Nova de Gaia, o Douro e Matosinhos. Lisboa, oferece como brinde, Sintra, Cascais, Estoril e o Cabo do Roca! Porto tem seu maravilhoso centro histórico. Lisboa tem Alfama e Chiado! Porto tem francesinha. Lisboa tem pastel de belém. Porto recebe as águas do Douro, no norte. Lisboa, as do tejo, no sul. Que maravilha de país!

Já estive em Portugal em três ocasiōes, sendo a mais recente delas no fim de 2012 e pretendo voltar sempre. Resolvi iniciar essas linhas fazendo uma comparação entre as duas cidades pois, apesar de paralelas, de todo se tangenciam, em favor e ao dispôr da humanidade. Você está a apenas uma A-1 de distância. Nota: A-1 é a excelente aut0-estrada que une Lisboa a Porto.

Bem, começo falando de Lisboa, de onde as Caravelas de Cabral partiram e acabaram se desviando para o Brasil. Eu adoro Lisboa. Terra dos ‘alfacinhas’ (assim são chamados os seus cidadãos). Dizem que isto se deve aos alfaces que se plantavam antigamente nas suas colinas. Belém, Lapa, Chiado, Alfama e tantos outros sítios maravilhosos fazem esta cidade parecer um poema em movimento. Poema este certamente escrito por Fernando Pessoa, ou talvez pelo maior de todos, Camões. Abaixo foto da Rua Augusta na baixa, com o arco.

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Abaixo, fotos chegando na rua augusta, pela av . da liberdade, na outra extremidade e bem no seu início em frente ao famoso chafariz:

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A capital mais brasileira da Europa nos brinda com belos monumentos, magníficos visuais, antigos bairros, ruas pitorescas, uma gastronomia de vanguarda expressada em um sem número de restaurantes ideais e também uma zona mais moderna que a orienta rumo ao futuro, sem se olvidar, entretanto, de seu riquíssimo passado. Tudo, evidentemente, ao som de um Fado tradicional, belo, sofrido e melancólico.

Lisboa foi quase varrida por um terrível terremoto, um dos maiores da História, ocorrido no dia 1 de novembro do ano de 1755, que a arrasou por completo, obrigando o povo a uma lenta e sofrida reconstrução e novo planejamento da cidade.

Feito esse registro histórico vamos à viagem. Assim que cheguei em Lisboa pela primeira vez, nos idos de 2010, por 2 dias voltando da provence, como sempre na agradável companhia da Karine, de imediato caminhamos pela famosa Rua Augusta, só de pedestres, que conta com um ótimo comércio no bairro da Baixa Lisboa e com a famosa calçada de pedras portuguesas. Quase em frente ao rio Tejo, na Praça do Comércio, ou terreiro do Paço como é mais conhecida, bem embaixo do monumental arco, tomamos um bonde, ou ‘eléctrico’ como os portugueses chamam e fomos começar pelo começo, ou seja, nos dirigimos ao Bairro de Belém. Foto do bonde:

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Foi nesta zona ali em frente, mais precisamente na região que abriga a famosa Torre, que tudo começou para nós, o povo brasileiro. E não ousaríamos jamais, dois cariocas em descoberta à Portugal, desviar o caminho de nossa visita e modificar o curso da história. Também começamos por aqui. Desta região Cabral saiu há mais de 500 anos rumo às índias, desviando a sua rota, intencionalmente ou não, para a terra de Vera Cruz. Foto mosteiro dos Jerônimos fachada:

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Estar em Belém é como tomar uma aula de história em movimento. O bairro é belíssimo, amplo e monumental, debruçado às margens do rio tejo, contando com a torre homônima, uma outra construção que homenageia os navegadores, com imagens do infante d. Henrique, Vasco da Gama, Cabral, etc., e o mosteiro grandioso dos Jerônimos. Além disso, quase em frente ao ponto final do eléctrico na linha 15, que leva o visitante até lá, existe a célebre loja do famoso pastel de belém, um pastel doce de nata, creme e gema de ovos que povoa a imaginação de todos aqueles que apreciam a culinária portuguesa e uma boa sobremesa em geral. Obviamente, entramos na loja e comemos duas unidades cada, ainda levando meia dúzia para o hotel, só pra garantir.

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Após sair da loja, andamos por uma enorme praça (foto acima) e fomos fazer uma visita ao Mosteiro dos Jerônimos. Adoramos a visita a este sítio, culturalmente muito rico e de visitação obrigatória.  É um mosteiro com caracterísiticas manuelinas. Ser manuelino, por sua vez, significa um estilo de arte e arquitetura que se traduz na adaptação do estilo gótico aos padrões portugueses, ou seja, onde prevalece a exuberância das formas e a referência a elementos icônicos. É um grande testemunho da riqueza da era dos descobrimentos portugueses, quando o povo luso detinha a primazia mundial nas navegações, em uma das mais belas páginas já escritas da História moderna. Foto de seu interior abaixo:

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Junto com o convento de cristo em Tomar é o mais notável conjunto monástico de Portugal e uma das principais igrejas salão da Europa. Aqui, ficam albergados os túmulos de ilustres personalidades da história do povo luso, como Camões, Vasco da Gama, Dom Manuel e Fernando Pessoa, dentre muitos outros. Túmulo de Vasco da Gama na foto abaixo:

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Não deixe de ver e fotografar os enormes claustros em formato octogonal e a nave da Igreja de Santa Maria. Você estará, lembre-se, em um monumento que é Patrimônio Histórico da Humanidade, assim declarado pela Unesco, desde 1983. Sinta orgulho de suas origens.

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Em sequência ao Mosteiro, caminhamos pelo Bairro e nos dirigimos ao monumento aos navegantes ou monumento dos descobrimentos (nome alternativo) que tem forma de enorme caravela estilizada com a cruz de malta, além de fileiras de estátuas dos principais navegantes portugueses. Belíssima atração, fiquei impressionado com o aspecto vanguardista de suas formas. Do alto do edifício, há um mirante com visuais irrepreensíveis de Lisboa e do Tejo. Foto abaixo com o monumento.

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Antes de seguir a caminhada para a Torre, paramos em uma sorveteria Häagen-Dasz num pequeno centro de comércio próximo ao local e desfrutamos, extasiados, num daqueles momentos de ócio e alegria que somente quem viaja pode compreender, um enorme sorvete de casquinha de duas bolas sabores dulce de leche com strawbery cheese cake, devidamente estatelados à sombra de uma árvore postada no gramado adjunto à torre. Vejam a bela foto abaixo que retrata o exato cenário do momento lúdico que acabei de descrever e que serviu também como foto destaque deste post:

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Subimos nos três andares da Torre e vimos também as lindas vistas de Lisboa desta perspectiva. Abaixo, fotos da vista (note o monumento aos descobridores à esquerda no canto das fotos):

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Cumprida esta etapa com louvor, saímos de Belém, novamente nos servindo do bonde e saltamos em frente ao Arco da Praça do Comércio, para uma caminhada pela Baixa e pelas ruas paralelas à Augusta, a rua da prata e a rua do ouro. Os nomes não são ao acaso. Nestas duas vias, compra-se, a bons preços jóias, esculturas, peças e tantos outros ítens, feitos dos dois metais nobres antes citados.Vale uma caminhada descompromissada por aqui.

No dia seguinte fomos visitar o bairro antigo e charmoso do Alfama, que parece um pouco Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Situado em uma colina conta com ruas estreitas, repletas de becos e labirintos. Seguindo pela rua da Alfândega, desde a praça do Comércio, chegamos rapidamente à região mais antiga e tradicional de Lisboa. Aqui, o ritmo de vida dos moradores é lento e descontraído, com as pessoas nas portas das casas antigas, (as famosas senhoras com o xale preto e os senhores de boina) sempre acenando para você e com uma boa estória pra contar, principalmente sobre a vida alheia. Fomos em busca de um restaurante muito indicado cujo nome já me esqueci e que não encontramos a tempo. Isto porque a maioria dos estabelecimentos fecha após um certo horário sagrado para o descanso vespertino e então seus proprietários não permitem que você ingresse, se chegar tarde. Nem adianta insistir! No nosso caso, insistimos e fracassamos. Faz parte. Foto do elétrico nas ladeiras de alfama:

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Nos restava o prêmio. Uma calma caminhada pelas encostas e escadarias do alfama, acompanhando o ritmo de vida sereno dos habitantes que parecem viver ali há séculos. Aqui surgiu o Fado, cantado nas antigas tabernas e nos prostíbulos. (Alfama no passado remoto era um bairro habitado por marinheiros e prostitutas). No final da doce visita a este bairro, uma ida obrigatória, no ponto mais alto, a uma das principais atrações turísticas de Lisboa, o renomado Castelo de São Jorge, com suas muralhas e com sua magnífica vista do alfama, de Santa Cruz e de toda a cidade. Na primeira vez em Lisboa, este foi o nosso percurso. Foto da subida pro alfama:

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No final de 2012 visitamos novamente Lisboa, junto com Porto e Douro, contados em outros posts. Nesta ocasião, trilhamos novos caminhos que reforçaram a nossa certeza que já tínhamos sobre a cidade, a de ser esta um dos melhores destinos de toda a Europa. No primeiro dia da nova visita fomos percorrer a baixa, caminhando pela Rua Augusta até a praça do comércio, quando sentamos em frente ao tejo para contemplar o arco em perspectiva que se coloca bem defronte à praça.

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Feito isto, como que novamente pedindo benção à cidade, percorremos a Augusta e fomos para o outro lado, bem em frente ao Elevador Santa Justa, que tem muitas filas de turistas e de locais. Foto abaixo do tradicional elevador:

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A construção neogótica é toda feita de ferro e foi projetada por um discípulo próximo de Gustave Eiffel, o criador da famosa torre parisiense. Lá do alto um mirante e uma passarela. Esta última liga o elevador ao largo do Carmo, de onde pudemos iniciar a deliciosa visita ao charmoso bairro do Chiado. Foto abaixo das flores do Chiado:

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Gostamos demais desta região, pois o bairro tem uma geografia toda de ladeiras e ribanceiras, cortado por ruas estreitas e íngremes (não tanto quanto em alfama) mas com muitas boutiques, livrarias, restaurantes, bares, cafés e lojas de grife, que emprestam um ar moderno e elegante a esta região.

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Reduto de intelectuais e boêmios, que se estende desde a praça Camões até a rua do Carmo e à baixa, seduz o visitante a todo instante, oferecendo um vasto leque de opções de programas, bastando, entretanto, dedicar uma manhã e tarde para caminhar e explorar vagarosamente este lindo ponto de referência de Lisboa. No largo do chiado, se puder, faça uma parada para um lanche ou um capuccino no tradicional café ‘A Brasileira’, que funciona desde 1905, famosos por ser o preferido do poeta Fernando Pessoa. Passe também pela Luvaria Ulisses e pela  Casa das Velas do Loreto, dois estabelecimentos tradicionais e peculiares.

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Como se vê, Lisboa vai te conquistando aos poucos até um momento em que você para e se descobre perdidamente apaixonado por esta cidade. Assim aconteceu conosco. O Chiado muito contribui para reforçar e incrementar esta paixão.  No mesmo dia, e também em uma zona próxima, após uma visita à Loja da Garrafeira Nacional, da qual falarei abaixo mais detidamente, fomos almoçar em um restaurante que recomendo pela excelente comida (destaque para os bacalhaus de todos os tipos e espécies) e pela carta de vinhos, que se chama “Solar dos Presuntos“.

Lá já almoçaram Lula, Fernando Henrique Cardoso e várias outras personalidades, quando em visita a Portugal. Aqui estivemos pela ocasião especial da celebração de 8 anos de casamento, tendo a Karine recebido gentilmente como cortesia, uma flor das mãos do simpático garçom Crisósotomo Malagueira, uma figuraça. Outro destaque do almoço, o vinho Quinta do Crasto reserva vinhas velhas, encorpado e equilibrado, com taninos já amaciados, harmonizou magnificamente com o bacalhau, sendo uma excelente dica e de boa relação custo x benefício. A safra foi a de 2009 mas todos os anos este vinho oferece um belo exemplar para degustação.

Após um giro pelo comércio da cidade e um breve descanso no hotel, saímos à noite para jantar com um casal de amigos que lá reside, no bairro boêmio da Lapa, em um restaurante descontraído, com petiscos e comias muito incrementados. gostamos muito. Taberna Ideal é o seu nome. Recomendo. A lapa conta com uma animada vida noturna de bares e restaurantes muito interessante, próxima ao Chiado.

No dia seguinte, nos dedicamos a um passeio completo e guiado por queluz, sintra, estoril, cascais e cabo do roca. Esta parte, pra não desviar o foco indevidamente, conto em outro post. Já terminando, e me desculpando por tantas linhas, acrescento apenas mais algumas informações.

Se desejar comprar vinhos, visite em lisboa a loja da Garrafeira Nacional, ou a loja especial dentro do armazem El Corte Inglés, (esta disponível também em Vila Nova de Gaia) onde você encontrará toda e qualquer espécie de vinho português e alguns outros espanhóis, franceses e italianos. Lembre-se que, voltando ao Brasil, cada viajante tem direito a até 12 litros da bebida, o que equivale a 16 garrafas de 750 ml. Não perca esta oportunidade de abastecer a sua adega com vinhos finos de mesa de estirpes como Quinta do Crasto, Quinta do Portal, Quinta do Vale Meão, Quinta do Vallado, Pintas, Pêra-Manca e até quem sabe um Barca Velha da Casa Ferreirinha, (mais famoso vinho de Portugal) além de tantos outros que deixo de citar e que saem muito, quase três vezes mais baratos do que adquirí-los aqui no Brasil. Isso sem falar nos vinhos do porto, tintos, brancos ou rosés. Embale-os nas chamadas wine-skins, ou envoltas em plástico bolha, à venda em qualquer papelaria. Caso queira algo mais incrementado, compre uma wine case, ou seja, uma mala específica para vinhos. Facilmente encontradas na internet.

Para quem aprecia museus, Lisboa tem dois que, na minha opinião, são obrigatórios, o museu nacional dos coches (que tem a mais completa coleção de carruagens do mundo)  e o museu nacional dos azulejos, a peça decorativa mais apreciada do país. Típicos da cultura portuguesa, encantam aos visitantes pela beleza e pela peculiaridade das exposições permanentes.

Na minha próxima visita à Lisboa, que espero seja em breve, dedicarei tempo a conhecer detalhadamente a zona mais nova e atual da cidade, que figura na pauta do dia de todo e qualquer visitante e que somente conheci de passagem. Esta área conta com o magnífico Oceanário e o Parque das nações, uma das obras mais modernas de Lisboa, decorrente da bem sucedida revitalização de uma decadente área industrial. Abriga também o Pavilhão de Portugal, o Pavilhão do conhecimento e a Torre Vasco da Gama, esta com vista panorâmica pro tejo. Pra variar. Confesso que não tenho pressa. Pra mim, Lisboa estará sempre lá, à inteira disposição e oferecendo um novo cantinho a ser descoberto!

Continua no próximo post quando falarei da maravilhosa cidade de Porto…

 

Do Rio pro Mundo

20 pensamentos sobre “Lisboa ou Porto? Fique com as duas! Parte 1: Lisboa.

PatriciaPublicado em  2:16 am - jun 1, 2013

Poxa, depois desta bela aula de história vou ter que voltar à Portugal, levando este post imprimido!
Parabéns!

    Mário CostaPublicado em  9:52 am - ago 17, 2013

    Bom Dia,

    Lisboa, Cascais, Sintra, Mafra, Ericeira são regiões que muitas beleza, museus, gastronomia e bom clima para se visitar.
    Para alem do Post Do Rio pro Mundo que dá optimas dicas tenho como complemento um serviço que poderei prestar nas deslocações pelo país.
    Poderá visitar o meu Link no Facebook – Viagens da Minha Terra e aí verá mais algumas dicas.
    Se alguem dos vosso conhecimento estiver a planear uma visita a Portugal por favor divulgue o meu site mesmo qe só precisem dalguma dica estou ao vosso dispor.
    Um optimo dia.

Do Rio pro MundoPublicado em  9:25 am - jun 4, 2013

Valeu pat!
Lisboa é mesmo tudo de bom! Bjs

AllinePublicado em  7:00 pm - jun 10, 2013

Felipe.
Eh MUITO visivel o seu crescimento! Impressionante! Continue sempre assim. Para o alto e avante, meu amigo!!!!

Queria realcar pra voce um importantissimo servico que esses seus posts estao prestando cada vez mais aos brasileiros, de pouquinho em pouquinho, leitor por leitor. Eh a chance de enxergar esses lugares que voce visitou por um aspecto SEMPRE positivo. A minha visita a Lisboa nao foi positiva. Eu estava sob um grau de estresse altissimo, viajando com muitos parentes e sendo a responsavel por dirigir um bando de coroas por essa cidade toda, num carro alugado enorme. Memorias inesqueciveis, de uma familia de sonhos que eu tenho. Mas porem… foi muita loucura (parenteses: voce sabe que de loucura eu entendo bem hehehe).
Fiquei hospedada no centro historico e nao me senti bem por la. Comi muito bem no entanto, logicamente. E ainda por cima com a boca de quem esta ha anos sobrevivendo com a comida dos States. Mas no final de todas as contas, nao consegui ter uma boa impressao da cidade. Estava estressada demais.
O momento mais alto pra mim, foi quando eu passeei pelo parque das Oliveiras, que fica ali pelo arredores da Torre de Belem. Eu so’ tinha visto pe’ de azeitona antes quando eu fui ao Chile, e definitivamente eh uma arvore que eu tenho especial apreco. Eu gosto do meu nome do meio, Oliveira, e me da uma sensacao de orgulho quando eu vejo essa arvore. Nao sei a Kaka compartilha dessa sensacao.
Entendo que tudo eh uma questao de angulo, momento e boa intencao. Nao foi o meu caso em Lisboa.
Por isso, alem de curtir a maravilhosa excitacao de ficar escrevendo posts em um blog, eu quero que voce tambem tenha total certeza de que “Tu te tornas eternamente responsavel por aquilo que divulgas”.
O seu post me fez sentir SIM a vontade de revisitar Lisboa. Nem que pelo menos por um pouco, tomando o cuidado agora de que seja sempre em um bom momento pra mim.
Resumindo, o servico que voce esta prestando para a cultura da sua sociedade eh importantissimo e voce o esta fazendo com genialidade. Considere-se condecorado 😉

Alline

    Do Rio pro MundoPublicado em  8:27 pm - jun 10, 2013

    Poxa Alline “OLIVEIRA”, não sei se mereço tantos elogios assim mas,tenha certeza que fico muito feliz e lisonjeado com o que vc. escreve a meu respeito e a respeito do blog. Te conhecendo bem, estou seguro que os seus elogios são absolutamente sinceros, pois vc. não tem “papas na língua” e quando faz um elogio deste é porque, a seus olhos, a pessoa REALMENTE merece. Ponto pra mim então né??? Que bom! Um gde bj c saudades! 😉
    Felipe.
    Ps: E o verão já tá arrebentando aí em San Diego?

      AllinePublicado em  3:16 pm - jun 26, 2013

      Eh bem isso mesmo Felipe! Hehehehe
      Mas sabe… Eu to tentando muito mudar. To tentando botar umas papas na minha lingua. De verdade mesmo…
      Nao queria ficar magoando as pessoas q eu gosto
      🙂

Diana TrindadePublicado em  9:31 am - ago 13, 2013

🙂 …. *–* …………..mas é do melhor que alguma vez já li!!!!!!!!!!!………………………..maravilhada!!!!

    Do Rio pro MundoPublicado em  2:49 pm - ago 13, 2013

    Obrigado Diana pelo comentário.
    Fico muito feliz com os seus elogios. Espero que você goste dos outros posts de Portugal e do resto do mundo. Um grande abraço e volte sempre.

    Felipe

MariaPublicado em  10:56 am - ago 13, 2013

Esta aula da História Portuguesa, feita por um amigo do Brasil, com tanto carinho e sabedoria, é de louvar e muito. A descrição que fáz de todos os percursos, é tão ilucidativa e precisa, que me deliciei a ler. Parabéns Filipe, quero ler o do Porto.

MARIA

ManelPublicado em  2:29 am - ago 16, 2013

Muito bem mas eu devo fazer uma pequena correcção em relação à raiz do nome Portugal, embora não sendo particularmente diferente da verdadeira.
O nome Portus Cale não tem absolutamente nada a ver com Vila Nova de Gaia. Portus Cale significa literalmente Porto da Galiza. Cale é o nome romano da Galiza e deriva dos seus habitantes os Calaicos, povo de cultura celta tal como os restantantes que habitavam os territórios actuais de Portugal e do norte da Espanha. Calaicos evoluiu para Galaicos e depois para Galegos. Naquele tempo a actual cidade do Porto situava-se na fronteira sul da Galiza. Portus Cale foi a cidade que deu origem ao condado de Portuscale que junto com o condado de Coimbra originaram o reino independente de Portugal, sendo o primeiro, ligeiramente mais antigo, aquele que prevaleceu e foi escolhido para dar nome a esse território até ao Tejo subtraído aos mouros ainda nos finais do século IX sob a bandeira do reino de Leão.
Muitas vezes a história é truncada porque dizer que grande parte do território Português já foi Leonês (leia-se Espanhol) parece ferir a susceptibilidade de alguns historiadores muito influênciados pela política. Quem paga por isso é a verdade, a começar naquilo que os nossos filhos aprendem na escola.
Beijinho.

    Do Rio pro MundoPublicado em  2:48 am - ago 16, 2013

    Obrigado Manel, pelo seu esclarecimento. Não obstante, ao que insisto, a questão por você levantada parece realmente controvertida, eis que há algumas fontes de pesquisa a indicar que, à guisa de esclarecimento, segundo por exemplo wikipedia, referindo-se a algumas outras fontes,:

    …”Em 868, Vímara Peres, o guerreiro cristão de Gallaecia e vassalo do rei de Astúrias, Leão e Galiza, D. Afonso III, foi enviado a reconquistar e segurar aos mouros a área entre o rio Minho e o Rio Douro, incluindo a cidade de Portus Cale, fundando o primeiro condado de Portugal ou Condado de Portucale. Portus Cale é, assim, o antigo nome da atual Porto e da área ribeirinha de Vila Nova de Gaia, que seria usado para nomear toda a região e, depois, o país”

    E ainda, …”A origem de Vila Nova de Gaia remonta provavelmente a um castro celta. Quando integrada no Império Romano, tomou o nome Cale (ou Gale, uma vez que no Latim Clássico não há uma distinção clara entre as letras e o som “g” e “c”). Este nome é, com grande probabilidade de origem Céltica, um desenvolvimento de “Gall-“, com a qual os Celtas se referiam a eles próprios (outros exemplos podem ser encontrados em “Galicia”, “Gaul”, “Galway”). O próprio rio Douro (Durus em latim), é igualmente celta, construído a partir do Celta “dwr”, que significa água. Durante os tempos romanos, a grande maioria da população viveria na margem sul do Douro, situando-se a norte uma pequena comunidade em torno do porto de águas fundas, no local onde se situa agora a zona ribeirinha do Porto. O nome da cidade do Porto, posteriormente, “Portus Cale”, significaria o Porto (“portus” em latim) da cidade de Gaia. Com o desenvolvimento como centro de trocas comerciais, a margem norte acabou por também crescer em importância, tendo-se aí estabelecido o clero e burgueses.

    Ainda que a primeira parte do sintagma (Portus) continue no nome do atual Porto, na margem direita do Douro, o de segundo está continuado pelo de Gaia, a localidade fica em frente de Porto, na beira esquerda do mesmo rio, oficialmente denominada Vila Nova de Gaia.”

    Como se vê, ao que parece, creio não ter me equivocado por completo.

    Um abraço, Felipe.

      ManelPublicado em  11:54 am - ago 16, 2013

      Eu sei que escreveste tudo com a melhor das intenções, que estudaste a informação mais disponível e difundida, na verdade, isto tem pouca importância. Aliás, como eu referi, essa é a idea geral e mundana que foi arquitetada há muito tempo mas não existe sequer fundamento arqueológico da existência de um povoado na margem sul do Douro (Gaia) mais importante do que o da margem norte (Porto) que é conhecido desde a antiguidade. Eu quero apenas ressalvar que Cale não tem a ver com Gaia (coincidência) e que a minha resposta encerra uma visão mais moderna dessa história, libertada de preconceitos políticos e que é assim que devemos encarar a raiz da palavra Portugal. A raiz dessa palavra reside no nome romano da cidade do Porto e que, como era habitual, certamente adpatado de um nome celta pré-existente de um povoado muito importante da antiga “grande” Galiza. Grande porque ocupava todo o território a norte do Rio Douro.
      Eu apenas quis reforçar todo esse teu saber da história de Portugal com informação mais actualizada, posso arranjar-te referências que corroboram o que escrevi.
      Obrigado pelo teu interesse e amor ao meu país, à minha terra e à minha gente de fantástica e impar cultura.
      Peço desculpa pelos beijinhos 🙂
      Grande abraço.

        Do Rio pro MundoPublicado em  1:29 pm - ago 17, 2013

        Manel, repito, não me julgo o dono da verdade e fico feliz que voc~e possa vir a público nos fazer uma visita, ajudando a retificar eventual informação que, porventura, esteja equivocada.

Mário CostaPublicado em  9:14 am - ago 17, 2013

os agradecimentos vejo que são muitos e com razão para os ter pois a sua visão da cidade de Lisboa é um retrato fiel desta cidade. Muita coisa está escondida e por isso por descobrir mas o essencial e mais importante está registado com os olhos e o coração de quem cheirou Lisboa pois ela tem o seu cheiro caraterístico assim como uma luz natural lindíssima.
Tenho como atividade acompanhar estrangeiros principalmente brasileiros pois já me identifico com eles e sei os seus gostos e é sempre uma alegria tê-los por perto pela sua boa disposição.
Se precisar de mais algumas dicas disponha

Ana Emilia LilaPublicado em  10:47 am - ago 17, 2013

Como lisboeta gostei muito da sua publicação, e da forma entusiasmada como descreve a sua passagem por Lisboa. Posso adiantar-lhe caso volte de novo a Lisboa, que já pode visitar o Arco da Rua Augusta, e aí tem uma visão de 360º graus da cidade. Fico aguardando as suas impressões sobre a cidade do Porto. Muitos parabéns.

    Do Rio pro MundoPublicado em  1:12 pm - ago 17, 2013

    Bom dia Ana Emília, obrigado pela visita e pelos elogios. Certamente quando voltar à Lisboa, o que será em breve, visitarei o Arco panorâmico da Rua Augusta. Gostaria de te convidar para visitar o post de Porto, já disponível também no blog. Um abraço, Felipe

Ana Emilia LilaPublicado em  2:59 pm - ago 17, 2013

Caro Filipe

Tal como lhe disse no meu comentário, este é um video da inauguração ao público do Arco da Rua Augusta.

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