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New York, New York. Parte 2. Um roteiro de compras, gastronomia, restaurantes, vinhos e afins…

New York, New York. Parte 2. Um roteiro de compras, gastronomia, restaurantes, vinhos e afins…

Vamos adiante com essa trilogia sobre Nova Iorque. Vou apenas me abster de falar o óbvio, pra não cansar quem estiver me brindando com a leitura. Tipo, “visite a estátua da liberdade, suba o empire state, conheça Chinatown e seus múltiplos produtos falsificados, vá comer no Hard Rock Café da times square”, etc. Isso não preciso repetir pela milésima vez. Não foi pra isso que você veio parar aqui… 

Pois bem, nesse texto, vou me dedicar a falar sobre as compras e sobre os restaurantes na cidade, deixando as atrações e passeios em geral para um terceiro e último post.

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Iniciemos pela farra das compras. Aqui, uma crítica ao Brasil, pois a diferença entre os preços praticados nos EUA e em nosso país, em relação às roupas, sapatos, artigos esportivos e produtos pessoais em geral, que sempre foi relevante, ficou abissal (agora um pouco menos, porque o dólar está alto e o governo está jogando contra). Por conta disso, a classe média adotou um curioso hábito migratório aos EUA, nas mais distintas épocas do ano, com o objetivo principal de renovar o seu guarda-roupa, aproveitando, nas horas vagas, para fazer algum turismo. O brasileiro é o turista que mais gasta dinheiro com compras, adotando um estilo insaciável, que choca mas alegra os vendedores locais, ávidos pelos lucros decorrentes de tamanha compulsão. A economia acaba sendo tão grande, que até quem não precisa se sente tentado a comprar, pela facilidade encontrada!

Se você quer fazer compras caminhando pelo meio da rua, as melhores opções são as diversas lojas e boutiques espalhadas pela 5a avenida, pela Madison (principalmente em sua parte mais chique no upper east side à partir da rua 50) e também pelas ruas do SoHo. Na 5a avenida, o filet mignon das compras fica entre a rua 59 e a rua 42, onde você praticamente encontrará qualquer coisa que precise, embora os preços sejam mais caros. Caminhando pela 5a avenida, não deixe de visitar a apple store em frente ao hotel ‘The Plaza’, no entroncamento com o central park (e tente não comprar um i-qualquer coisa) e tampouco deixe de passar pelo Rockefeller center, um símbolo da riqueza e da opulência americana (fotos abaixo da apple store icônica e do soho):

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Já para se enfurnar em um único local, sem saber se está de manhã, tarde ou de noite, existem as opções de compras em uma dessas lojas de departamentos que vendem de tudo, com vários andares e seções. Os dois melhores exemplos são a Macy’s e a Century 21, A primeira seria o equivalente à Galeria Lafayette em Paris e à Harrod’s em Londres. Fica em um quarteirão inteiro no coração da ilha, na rua 34 entre 7a avenida e broadway. A Century 21 tem 3 endereços na cidade, um deles no upper west side, perto do Lincoln Center rua 65 com broadway e outro em frente ao ground zero, onde ficavam as torres gêmeas. Na Macy’s, não deixe de fazer o cartão de descontos na hora, que te dá 10% em todas as compras.

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Por fim, tem o ápice do culto à religião das compras. Um dia inteiro dedicado ao famoso outlet woodbury common premium, situado a 80 km da ilha, uma espécie de meca do consumo para os brazucas. Na cidade, muitos brasileiros residentes oferecem serviços de dia inteiro para te levar ao local e te acompanhar guardando as suas sacolas. Geralmente, encontramos eles no aeroporto quando chegamos ou então sempre tem um indicado por um amigo ou conhecido. Cobram em média cerca de 400 dólares pelo dia inteiro. E acaba valendo a pena pois eles te dão os cupons de descontos, te levam nas melhores lojas e te economizam um tempão. Os preços podem ficar até 40% mais baratos do que se os produtos fossem comprados em boutiques de rua comuns. Assim, se o seu volume de gastos for grande, não hesite e ‘perca’ um dia com esse movimento.

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Não posso deixar de falar e indicar três lojas de brinquedos espetaculares, ideais para uma visita com a criançada, que ficará enlouquecida e te obrigará a gastar muitos dólares. Primeiro, talvez a mais famosa, a Toys r us, que fica na região do times square e tem a famosa roda gigante de verdade no interior do estabelecimento, em um ambiente quase psicodélico, com uma profusão de cores e luzes que remetem qualquer marmanjo de volta ao universo infantil. Tem também a loja da Lego, que fica no rockefeller center e sempre é muito desejada pelas crianças.

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A outra loja, talvez a minha favorita nesse gênero, imperdível mesmo, é a FAO Schwartz, que fica na 5a avenida bem ao lado da famosa apple store, esquina com a rua 58. Dois andares enormes de sonho e magia com bichos de pelúcia gigantes, berçarios de bonecas, carrinhos, aviões, helicópteros de controle remoto, jogos e brinquedos de todos os tipos. Se não bastasse isso, vendedores alquimistas ficam fazendo exibições dos produtos expostos e hipnotizando os adultos, assim como às crianças. Quando o sujeito recobra a consciência, a carteira já está vazia e o cartão de crédito atingiu o limite! Um espanto. Outra marca registrada dessa loja são os simpáticos e solicitos personagens humanos na entrada vestidos de soldadinhos de chumbo, que abrem as portas do estabelecimento e te desejam bom dia ou boa noite e tiram fotos com todos que assim solicitam. Dê uma passada lá, pois você não vai se arrepender.

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Para concluir essa parte, uma rápida listagem de lojas imprescindíveis para diferentes tipos de compras: Buy Buy Baby, para grávidas e pessoas com filhos pequenos, um verdadeiro paraíso, carrinhos de bebê das melhores marcas, artigos de bebês, kits de amamentação e bombas de leite, roupinhas, etc. Localizada no Chelsea, 7a avenida, entre as ruas 25 e 26. Entregam no hotel, mediante pagamento de pequena taxa, assim como a próxima loja indicada, a excelente Bed, bath and beyond, na Broadway, entre ruas 64 e 65, bem em frente ao Lincoln Center no Upper west side, para artigos de casa em geral, assim como cama, mesa e banho. Paragon Sports, rua 18 com broadway, para artigos esportivos em geral. Rizzoli, rua 57, entre 5a e 6a avenida Barnes & Nobles, 5a avenida com rua 23, as melhores livrarias. Best Buy, para eletrônicos em geral, com endereços na 5a avenida e na broadway, esta quase em frente ao Lincoln Center. Tourneau e Wempe, na região da 5a avenida entre ruas 57 e 55, ambas para relógios de marca (rolex, breitling, patek-philippe, tag heuer, omega, etc), Sherry-Lehmann, na park-avenue, para vinhos. Sam Ash, rua 48, para todos os tipos de instrumentos musicais. E, como destaque final, uma loja para o deleite de todos os amantes da fotografia, com câmeras, lentes, equipamentos, acessórios e tudo mais que você puder imaginar. Chama-se B&H e fica na 9a avenida, esquina com rua 34. Cumpro assim o que almejava falar sobre a rotina das compras.

E esse negócio de ficar escrevendo post detalhado em blog está me dando uma baita fome. Então, já que mudamos forçadamente de assunto, que tal falar sobre restaurantes? Estrelado Michelin, indicado no guia do Boni e do Amaral, famoso, desconhecido, chique, descolado, pouco me importa (bem, às vezes pro bolso importa né?) já que quero sugerir lugares de comida boa e que você não vai se arrepender se resolver dar uma passadinha lá. Pra quem quiser se especializar no tema, sugiro uma visita e navegação pelo site Zagat, que esgota o tópico comida em NYC. Eu nem de longe tenho essa pretensão, quero apenas repartir com as pessoas algumas sugestões que me foram passadas e eu fui checar, outras que eu mesmo descobri, mas todas que curti muito. Tentando ser resumido, fiz um apanhado dos que mais me agradam. Assim, vou elencar e detalhar brevemente, 14 (quatorze) grandes opções, em homenagem ao novo ano em curso (2014), para todos os bolsos e estilos. Evidentemente, deixarei de fora outras tantas, mas confio muito nessa seleção de  dicas.

1-Gotham Bar and Grill. Clássico. Figura em todas as listas de preferência dos novaiorquinos e de turistas. Um dos melhores restaurantes da cidade, sem dúvida. Cozinha americana contemporânea de alta qualidade e sabor. Tem um bar para um drink enquanto se aguarda a mesa. Imprescindível fazer reserva para o jantar, no site do open table, como já explicado no primeiro post sobre NYC, pois o lugar é realmente cheio e muito concorrido. Deliciosas entradas, como tartare de atum ou ceviche de linguado, carnes espetaculares, com destaque para a paleta de cordeiro e o mignon ao molho bernaise, além das sobremesas que são um capítulo à parte. Dizem que o risoto de camarão também é ótimo, mas não posso dizer com certeza, pois não gosto de camarões. Desde que descobri, sempre que estou na cidade, vou lá. Fica quase na esquina entre a 5a avenida e a rua 12, na região do Union Square. No almoço, serve uma opção de menu a preço fixo de 34 dólares (com um cardápio mais restrito) que pode ser considerado uma barganha, pela alta qualidade do que oferece. Se você quiser gastar um pouco mais em uma única refeição na cidade, sugiro o Gotham. Excelente carta de vinhos.

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2Balthazar. Este restaurante também é quase uma unanimidade na cidade. Serve uma comida muito gostosa e bem preparada em um ambiente vintage e descontraído, tal qual um bistrô francês parisiense da bélle-époque, (na minha opinião, o melhor desse estilo em Nova Iorque) situado bem no coração do So-Ho. Uma vez lá dentro, se você se distrair pode achar que está às margens do Sena. Ideal para um almoço tardio após um passeio pelas lojas e galerias do bairro. Um pouco mais barato que o Gotham e menos formal, também sendo uma excelente opção. Funciona como um grande amigo de toda hora, pois serve café da manhã, brunch (aos domingos), almoço e jantar. O menu é bem variado com excelentes opções para qualquer paladar. Recomendo esse aqui também de olhos fechados. Tem uma boa carta de vinhos.

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3Spice Market. Conheci agora em novembro de 2013, na última vez que estive lá e achei fantástico. Fica no meatpacking district próximo à loja da apple e do High Line. Tem filiais em Londres e Istambul. Ótimo para o almoço mas, tem um estilo inconfundível no horário do jantar meio bar meio boate, embora as pessoas se sentem em mesas, tudo com pouca luz, música alta e vários ambientes exóticos e descolados. As comidas são muito inventivas e diferentes, mas todas incrivelmente saborosas (evidentemente que o nome spice market, faz referência a algo apimentado e os pratos seguem a regra do nome) e o cardápio é cheio de ‘surpresas’ e coisas pouco usuais. Não deixe de pedir de entrada as ‘Spiced Chicken Samosas Cilantro Yogurt’, (foto abaixo) tipo um rolinho primavera levemente frito (sem ser engordurado) com um recheio de frango e um molho espetacular. Destaque também para os coquetéis, saquês e cervejas (não, realmente não é ambiente de vinho, no máximo um Syrah que combina com comida apimentada). Estilo comida asiática, como uma fusão de Vietnam, China e Tailândia, tudo misturado e com bastante tempero. Pertence ao famoso Chef Jean-Georges, que tem vários outros endereços gastronômicos na cidade. Você não vai se arrepender se arriscar uma ida nele. Sou capaz de apostar. Também sugiro uma reserva prévia, em respeito à lei da oferta e da demanda.

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4Del Posto. Esse é pra quem curte um restaurante italiano, requintado, num ambiente bastante formal e elegante na mesma medida, com um serviço de primeiríssima qualidade, e com a pretensão de ser um estrelado do guia michelin (já tem uma estrela, de fato). Fica na ‘fronteira’ entre o meatpacking district e chelsea. De todos que indiquei neste post, é o mais caro, já naquele estilo dos que são mais famosos pelo preço (outros exemplos, Eleven, Per Se, Daniel, Jean Georges, Bernanrdin, etc). Esse retaurante é para o sujeito ir, se assim achar prudente, com aquela mentalidade “Poxa, embora caro, acho que vale à pena reservar uma ou duas ocasiões especiais no decorrer da viagem para conhecer um restaurante chique, caro, mas que apesar disso, ou por isso mesmo, serve uma excelente comida”. Fui lá na hora do almoço e não me arrependi. As massas são espetaculares, assim como as entradas e os pratos principais. Pra quem quiser dilapidar o patrimônio, como foi o caso de um casal que se sentou na mesa ao lado da minha, sugiro o menu degustação de seis pratos artesanais com acréscimo das insuperáveis lascas de trufas brancas raladas na hora sobre dois dos pratos, (em novembro estava na época, chegando direto do piemonte) tudo compondo com um menu de vinhos especialmente harmonizado, explicado e servido pelo sommelier da casa. Baratinho, cerca de 500 dólares por cabeça. Não, não se espante comigo, pois eu paguei menos do que a terça parte disto, lá do alto de minha extravagância…

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5- Budakhan. Fica na fronteira entre o Chelsea e o Meatpacking, na 9a avenida entre as ruas 15 e 16. Uma autêntica e bizarra torre de babel, com dezenas de ambientes absolutamente distintos entre si e intermináveis labirintos com mesas e mais mesas, em vários andares, tocando uma música sempre alta e marcante (nem sempre pelo bom gosto). Vale a pena conhecer pela louca experiência sensorial que oferece, com exagero de estímulos para todos os sentidos. Cenário vibrante, inédito e perturbador. Penso que tudo isso não chegaria a valer a pena se a comida não fosse boa o bastante. Mas, não se preocupe, pois o cardápio é requintado e extenso, com deliciosas e memoráveis opções de comida asiática em geral pra todos os gostos. Sem fotos porque por mais que as coloque, será impossível retratar e explicar o lugar em imagens. Precisa ir e ver…

6- Fig & Olive. Também já virou uma franquia, caindo no gosto dos locais e, recentemente, dos turistas. Acho ideal para o almoço, logo após uma sessão de passeios ou de compras. Ambiente gostoso, bem iluminado, com uma decoração agradável, informal e elegante. Tem 3 endereços na cidade, além de estar também em Londres e Los Angeles. Em midtown fica quase entre 52 e 5a avenida, na lexington entre as ruas 62 e 63 (upper east side) e outro no Meatpacking district, o maior deles.  Descobri em 2011, é um ótimo restaurante estilo comida mediterrânea, com entradas excelentes, massas e destaque total para as bruschetas e saladas super incrementadas regadas a muito azeite, queijo e vinagre balsâmico que valem como uma refeição completa. Ponto de encontro dos executivos novaiorquinos na hora do almoço.

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7- Carmine’s. Um clássico das famílias, dos casais e dos amigos de todas as idades. Com sua comida farta, gostosa e muito bem servida (as porções sempre podem ser divididas), dispõe de um cardápio onde se destacam as opções clássicas de saladas, sanduíches com batatas fritas, pratos de carne como as famosas almôndegas com massas, tudo regado a muito molho de tomate. Num ambiente agradável e aconchegante, esse restaurante estilo cantina italiana familiar da mamma é sempre uma bela opção para se comer bem por um ótimo preço. Tem dois endereços na cidade, um perto dos teatros e outro no upper west side na própria broadway (a rua que cruza a ilha em diagonal). Já virou franquia expandindo para Las Vegas, Washington DC, Atlantic City e até nas Bahamas. Se estiver com crianças ou adolescentes, é um tiro certo.

8- Benoit Bistrot. Esse também é figurinha carimbada e excelente opção tanto para almoço como para o jantar. É a versão novaiorquina do famoso restaurante homônimo situado em Paris. Pertence ao famoso e estrelado chef Alain Ducasse, encravado em midtown na rua 55 entre a 5a e 6a avenida. Excelente comida de preço médio, servida em um ambiente agradável que remete à França e sua cozinha maravilhosa. Destaco nesse restaurante as duas pedidas certas, o steak au poivre e a roasted organic chicken, servido com dentes de alho cozido e batatas fritas, além do ótimo steak tartare. Pra quem gosta, tem vieiras, salmão, bacalhau, além das clássicas sopas e saladas e um destacado portfólio de sobremesas como os clássicos profiteroles, tarteletes, tarte tatin, creme brullé, e outras variações da maravilhosa patisseria parisiense, pra comer com o cafezinho expresso no final).

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9Boathouse. Esse aqui nem é nem tanto pela comida, mas pelo lugar, idílico e fantástico! O cardápio é relativamente simples, ok, com opções corretas, o serviço confuso e o local, obviamente, fica cheio de turistas. Então porque que eu estou indicando esse treco? Pelo lugar, insuperável, situado às margens de um dos principais lagos no interior do Central Park, que funciona como a própria decoração e cenário do ambiente. A pessoa come enquanto assiste os barquinhos a remo passeando calmamente pelo laguinho, se sentindo como se estivesse de férias no campo, bem no meio da maior metrópole do mundo. É uma experiência que, na minha opinião, todo visitante da cidade deveria tentar ao menos em uma ocasião.

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10La Bonne Soupe– Esta casa, um pequeno restaurante estilo bistrô francês com dois andares, tal qual um sobrado, descobri por conta própria, ao caminhar e passar em frente à entrada, uma pequena portinha entroncada no coração de midtown, ou seja, no buxixo, entre 5a e 6a avenida, na rua 55 (do outro lado da rua em relação ao benoit). Na porta tinha aquele famoso adesivo do trip advisor recomendando o local pelos olhos dos comentários dos viajantes e isso me chamou a atenção positivamente. Uma comidinha deliciosa, boa para almoço ou jantar, com um preço muito justo e em conta, oferecendo opções de deliciosas saladas, carnes, sanduíches e massas. Como o próprio nome diz, tem as sopas como especialidades. Não deixe de pedir a sopa de cebola, uma das melhores que já comi. Então, no intervalo de seu tour de compras pela 5a avenida, passa lá e seja feliz, até na hora de pagar a conta! Toda vez visito ele, umas duas ou três vezes por viagem.

11Daniel Boulud Trio. Aqui são três opções em uma, todas tocadas pelo atual rei midas do cenário gastronômico de Nova Iorque e de Londres, o famosíssimo chef Daniel Boulud, que atualmente comanda quase uma dezena de estabelecimentos na cidade, com variações sobre o seu inconfundível estilo, orientado pela culinária franco-americana, sendo o mais famoso deles o caríssimo e inventivo Daniel, com seu ambiente requintado (nunca fui e tenho opiniões dissonantes de amigos, sobre a experiência). Vou me ocupar em citar um trio mais em conta e que certamente vai agradar aos paladares mais exigentes, sem rasgar o bolso de ninguém. As duas primeiras são o Bar Boulud e o Boulud sud, que ficam quase que coladas uma na outra, no quarteirão entre a rua 64 e a broadway, upper west side, quase em frente ao Lincoln Center, o famoso centro de artes e espetáculos da cidade, onde ficam situados o Met Opera e o Avery Fisher Hall, casa da orquestra filarmônica de Nova Iorque. Servem um menu pré-teatro entre 17:30 e 19:30, muito concorrido entre os locais. A outra é o Db Bistrot, em midtown na rua 44 entre 5a e 6a avenida. Aqui a pedida certa é o famoso e consagrado db burguer (32 dólares) feito com filet mignon, queijo parmesão, leve molho de trufas negras e foie gras, acompanhado de batatas fritas.

12- The Modern. Este restaurante fica no átrio do Museu de Arte Moderna (MOMA), bem no coração de midtown, (rua 54 entre 5a e 6a avenida) em um ambiente sofisticado, amplo, muito bonito e agradável, com um pé direito bem alto e uma vista para o pátio interno e iluminado do museu, com suas esculturas abstratas. Oferece uma culinária refinada, estilo “new french-american cuisine” e com um serviço impecável. Os pratos são todos coreografados e, por essa razão, come-se também com os olhos neste lugar. Tem um menu fixo no horário de almoço que não chega a ser uma pechincha mas é mais barato que no jantar, onde se exige o paletó para poder entrar. Se optar por esse, vale uma reserva pois fica sempre muito cheio e concorrido. Tem uma ótima carta de vinhos. Para quem quiser gastar menos, há um bar no anexo que serve tapas e possui um ambiente menos formal.

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13- Eataly. Não se trata de um único restaurante, mas de uma cornucópia de sabores e aromas, neste maravilhoso e imperdível mercado que funciona como um autêntico centro de gastronomia e cultura italiana. É tipo uma cobal chique, com uma área enorme, situada na esquina entre a 5a avenida e a rua 23 onde, além de alguns ótimos restaurantes, com destaque para o Manzo (e suas obrigatórias bruschetas, burrata e salada de rúculas), o visitante pode comer em bancadas situadas em toda a extensão do lugar, comprar pizzas, pães, queijos, doces, sorvetes, azeites, vinagre balsâmico, vinhos, frios, biscoitos, cafés expressos (melhor de todos é o machiato no quiosque Lavazza) e vários outros ítens de sonho. Dos mesmos donos do Del Posto, repito, trata-se de um programa obrigatório para quem estiver na cidade. Sempre muito cheio porque caiu nas graças da multidão, mas nada que impeça uma visita. Fotos abaixo:

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14- Chelsea Market. Last but not least, essa também é uma grandiosa opção de passeio e de programa, com uma proposta similar à do Eataly, em um ambiente totalmente reformado, um grande galpão/armazém no meatpacking district, às margens do rio hudson. Funciona como um enorme mercado indoor, com corredores espaçosos e lojas de vinhos, de queijos, padarias, patisserias, restaurantes, mercados de peixes frescos, bares e até uma livraria. O ambiente é moderno e interessante, com uma solução arquitetônica diferenciada, que o torna único e especial com seus corredores à meia-luz, valendo muito à pena uma ida lá. Se você se descuidar pode entrar às 10 da manhã para uma visita e, de repente, se dar conta que já está na hora do almoço e, então, aproveitar alguma das dezenas de opções do local, que concentra italianos, tailandeses, japoneses, e tantos outros. Muito Legal!

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Finda a lista sugerida, não posso deixar de acrescentar um lugar especial para tomar café da manhã e brunch, que se chama le pain quotidien. Com várias opções de comidas, sucos de fruta naturais, pães de todos os tipos e texturas, muffins, geléias queijos, omeletes e os deliciosos parfaits, generosas porções de iogurte com frutas vermelhas, banana, granola e mel. Presente em vários endereços na cidade, é uma alternativa para começar bem o dia.

Em relação ao assunto vinho, observo que alguns restaurantes na cidade oferecem o que se denomina corkage fee, o equivalente à taxa de rolha no Brasil, ou seja, o cliente pode levar a sua própria garrafa e degustar enquanto é servido em sua refeição, mediante o pagamento de uma taxa, que varia de acordo com cada estabelecimento. É o que eles chamam de BYOB restaurants. (Bring your own bottle) Geralmente, aplicam-se duas regras, ou seja, o cliente deve levar um vinho que não conste da carta do próprio estabelecimento e tampouco deve levar uma bebida mais barata do que aquela de menor preço vendida no local. Dos restaurantes que elenquei, o Gotham aceita esse sistema, só que a taxa é das mais altas, 55 dólares, ou seja, só valerá a pena se a pessoa quiser beber um vinho muito especial que pagou, por exemplo, 150 dólares em uma loja convencional, e se fosse comprar em um restaurante, pagaria em torno de 700 ou 800 dólares. O Balthazar também aceita ao preço de 30 dólares, assim como o Spice Market, que cobra 25 dólares a taxa, embora não seja um local que me pareça ideal para beber vinho, pois o ambiente combina mais com cerveja ou até mesmo um saquê. O mesmo ocorre com o The Modern, e a taxa, salvo engano, é de 45 dólares. O Del Posto, em contrapartida, não permite que o cliente leve a própria garrafa.

Nota importante: Todo aquele que aprecia vinhos, como é o meu caso, deve aproveitar suas viagens internacionais, principalmente aos Estados Unidos (melhor lugar pra se comprar vinhos no mundo, considerando qualidade e preço) e à Europa, para trazer algumas garrafas na bagagem. Os vinhos lá fora são muito mais baratos do que no Brasil, chegando por vezes a custar a terça ou a quarta parte de seu valor. Uma autêntica barganha! Muitos tem medo pois acham que os volumes vão quebrar em sua mala e manchar as roupas e gerar um enorme contratempo. Bobagem. Mesmo que você não disponha de uma maleta específica para trazer essas bebidas, basta pedir para os vendedores embalarem o conteúdo em plástico bolha que o líquido chegará em segurança no seu destino. Nunca ouvi ninguém me contar qualquer estória que teve uma garrafa quebrada em sua mala. Lembre-se; Cada um pode trazer até 16 garrafas de 750 ml ou o equivalente a 12 litros, respeitada a cota de US$ 500,00 por passageiro.

Em Nova York, para quem quiser fazer umas compras ou apenas visitar, sugiro uma loja de vinhos situada na Park Avenue, na altura da rua 59, que se chama Sherry-Lehmann, uma das maiores, senão a maior loja da cidade e que tem até uma vendedora brasileira em seu staff. E, não pense que por estar nos Estados Unidos, você vai comprar somente vinhos americanos, pois eles vendem os melhores vinhos de todas as partes do mundo, para todo e qualquer tipo de preço, desde um Chianti bom custo benefício na faixa de 50/65 dólares até o Petrus, um ícone da margem direita de Bordeaux, da comuna de Pomerol, que em suas melhores safras pode custar cerca de 5.000 dólares uma única garrafa.

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Outra excelente opção para quem deseja adquirir garrafas é fazê-lo pela internet em sites especializados e mandar entregar, já embaladas, no seu hotel. Maneira rápida e segura. Basta comprar um ou dois dias antes da viagem e pronto. Posso indicar com muita segurança e tranquilidade, dois sites onde já comprei inúmeras vezes, e que sempre entregaram as bebidas sem qualquer problema. Essas lojas virtuais vendem todos os tipos de vinhos e de todos os preços, inclusive de safras antigas e, a grande vantagem, é que por não terem uma estrutura física e por estarem desoneradas de cobrar a taxa, vendem muito mais barato, chegando a custar cerca de 25 a 30% menos do que o preço de uma loja de rua. Os sites que indico são cellaraiders e belmont wine exchange.

Por fim, embora esse post não seja exatamente sobre vinhos, caso você queira comprar vinhos americanos, foque nas regiões de Napa e de Washington State, onde se concentram os melhores produtores daquele país. Em Washington, sugiro rótulos dos seguintes produtores: Quilceda Creek, Leonetti Cellars e Cayuse. Já na Califórnia, Beringer, Robert Mondavi, Joseph Phelps, Shafer e Paul Hobbs são boas relações custo x benefício.

Finalizarei no próximo post, com os passeios, atrações, museus, eventos esportivos, culturais, dicas, etc…

Do Rio pro Mundo

5 pensamentos sobre “New York, New York. Parte 2. Um roteiro de compras, gastronomia, restaurantes, vinhos e afins…

Antonio CarlosPublicado em  8:12 pm - jan 3, 2014

Parabéns Felipe! Estou indo agora em fevereiro e já estou fazendo as minhas reservas nos restaurantes que você indicou no open table. Os comentários sobre os restaurantes estão geniais e bem informativos. Vou ver se levo minha noiva no Delposto …
Você tem alguem pra indicar nesse negocio e levar a gente pro outlet pra gente comprar o dia tod? Obrigado

CristinaPublicado em  12:25 pm - jan 5, 2014

Olá! Você tem alguma sugestão para o almoço, pra quem vai pra NYC com criança e adolescente? Vamos pra NY em julho.
Abcs e obrigada

    Do Rio pro MundoPublicado em  2:27 pm - jan 5, 2014

    Olá Cristina, obrigado pela visita. Dos que eu indico, você não terá problemas com crianças e adolescentes, no Carmine’s, no Eataly, Balthazar e Chelsea Market. Além destes, os temáticos Hard Rock Café, Planet Hollywood e, principalmente o Jekyll & Hide na rua 44 entre 7a e 8a avenida são boas opções. Este último é bem legal e simula um ambiente de casa de terror, valendo à pena uma visita também pelos hamburgueres, fritas, milk-shakes, etc.
    um abraço.

Do Rio pro MundoPublicado em  3:19 pm - jan 5, 2014

Outras boas opções Cristina, que lembrei, para comer com crianças e adolescentes, são Big Daddy´s que tem o famoso milk-shake de biscoito Oreo e o PJ Clark. 😉 um abraço.

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