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Munique. Uma crônica sobre um lugar fantástico, com gente bonita, festeira e que celebra a vida!

Munique. Uma crônica sobre um lugar fantástico, com gente bonita, festeira e que celebra a vida!

Conhecer Munique reforçou ainda mais minhas convicções já bem sedimentadas sobre a Alemanha, tanto como país quanto como destino turístico. Trata-se da melhor relação custo benefício da Europa. Limpa, organizada, alegre, segura, festeira, surpreendente e bela. Munique é, por excelência, a cidade tipicamente alemã onde nos reportamos mental e visualmente a todos os conhecidos estereótipos culturais bávaros e saxônicos. E isso é bem legal. Não custa pontuar sempre que a Alemanha me surpreende e me cativa mais e mais a cada retorno. Permitam-me essa alta dose carregada de subjetivismo. Me identifico e me simpatizo tanto com o lugar, que estou a ponto de começar a levar a sério o estudo do idioma, para poder me sentir mais familiarizado em minhas andanças cada vez mais frequentes por aquele país tão único.

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Munique é, de certo modo, uma antítese de Berlin. Ambas ocupando um espaço de destaque e de protagonismo no cenário turístico alemão. Se Berlin é cosmopolita, Munique ainda é quase provinciana. Se Berlin é moderna, Munique é mais tradicional. Se Berlin já é uma grande metrópole mundial influenciada por várias culturas, Munique ainda se apresenta como uma cidade regional menor que cultiva e faz questão de manter e preservar suas antigas tradições. Berlim é enorme e fica no norte enquanto Munique, é um pouco menor, com menos de um terço dos habitantes daquela e fica situada bem ao sul, já tendo sido no passado a capital do reino independente da Baviera.

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Isso não quer dizer que Munique esteja alheia ao mundo moderno, ao progresso da arte e da ciência, ao protagonismo de centro financeiro, à vanguarda nos esportes de competição e à tecnologias de última geração. Muito pelo contrário. Munique também respira essa atmosfera. Atmosfera de um clube de futebol tradicionalíssimo como o Bayern de Munique e sua Allianz Arena, atmosfera de um museu da marca de automóveis BMW, e também atmosfera de algumas das melhores galerias de arte da Europa como as três Pinakothekes (Alte, Neue e der Moderne). Mas, a diferença é que ela cresce e absorve as inevitáveis transformações sem se descaracterizar e se desvincular de suas fortíssimas tradições culturais e regionalismos. E isso é uma de suas características mais marcantes. Perceptível mesmo a olho nú. Munique é considerada a cidade com melhor qualidade de vida na Alemanha. E deve ser mesmo. Um centro histórico, artístico, financeiro, tecnológico e de entretenimento em geral. Onde as pessoas estão perceptivelmente alegres, como nos contos de fada e desenhos animados infantis, sempre com um belo final feliz.

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Abaixo, uma foto da moderna arena, que abriga jogos dos 2 times da cidade e também da seleção alemã tetra campeã do mundo, mudando sempre de cor em seu exterior conforme o protagonista do evento. O vermelho da foto acontece nos jogos do Bayern Munchen, quando lá estivemos. A outra foto foi tirada na copa do mundo de 2006, na minha primeira vez em Munique, antes do jogo Brasil x Austrália, ainda pela fase de grupos. Nesta ocasião, infelizmente, a única coisa que conheci da cidade foi mesmo a Allianz Arena:

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Até o ano de 1871, Munique foi a capital do Reino Independente da Baviera. Essa época de poder político e de autonomia governamental, deixou no local um impressionante legado histórico e cultural, com palácios imperiais, grandes avenidas, riqueza de museus, edifícios, parques, jardins e demais espaços públicos. Como protagonista mais conhecido e controvertido dessa famosa e controvertida dinastia de Maximilianos e Ludwigs, destacamos Ludwig II, o chamado rei louco, que mandou construir durante seu reinado,dentre outros, o famoso castelo de Neuschwanstein, ao sul da região, próximo à Füssen, um dos cartões postais mais conhecidos de toda a Alemanha, que inspirou Walt Disney em uma de suas mais famosas obras. Tudo bem que era uma Monarquia tardia, patética (inspirada em Luís XIV) e quase sem poder político algum. Mas conhecer a sua história é tarefa divertida e curiosa.

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Pois bem, a visita a cidade ficou misturada com um roteiro pelo interior da Áustria, região com belos visuais e estradas espetaculares. Desde o Brasil, há um vôo diário pela Lufthansa, que liga São Paulo a Munique, e foi exatamente esse que nos serviu nesta viagem. Além dessa opção, todas as maiores aéreas europeias possuem conexões diárias entre suas principais cidades e a capital da Baviera e a própria Lufthansa, também voa para Frankfurt, desde Rio e São Paulo. Para não correr o risco de ir embora sem saber ou entender o que aconteceu à sua volta, acredito que 3 (três) noites sejam o mínimo para uma noção geral. No nosso caso, ficamos 4 dias inteiros e 4 noites, hospedados no excelente e bem localizado Hotel Törbraeu, sendo que em um deles, nos dedicamos a explorar a Oktoberfest, que será tema de um post exclusivo. Apesar de termos visto muita coisa, ainda restou muito por ver e fazer nos arredores, o que justifica e projeta um breve e feliz retorno. Munique não é uma cidade enorme e, portanto, ideal de ser visitada à pé e de bicicleta, tendo ainda um excelente sistema público de ônibus e metrô.

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Toda e qualquer visita a Munique, deve quase obrigatoriamente ser iniciada pelo centro antigo e histórico, com suas coloridas e animadas zonas de pedestres totalmente livres de tráfego de qualquer tipo de veículo. Mais especificamente comece pela Marienplatz, o coração da Baviera. Esse espaço oferece uma noção exata do que é Munique com belos edifícios antigos e históricos (muitos deles bombardeados durante a II guerra Mundial e posteriormente reconstruídos ou remodelados, dependendo da extensão dos danos, geralmente mantendo suas características arquitetônicas originais). A partir daí, aos poucos, vá se espalhando pela cidade e dedicando tempo a explorar sua rica história, seus museus e igrejas com jóias, tesouros e pinturas, seus parques, boutiques e mercados de rua e, principalmente, suas cervejarias e biergartens. Sim, a cidade tem este diferencial cultural que gira em torno da celebração diária da bebida fermentada do malte e da cevada. E, durante o intervalo de 2 semanas, todos os anos, se transforma na capital mundial da cerveja, da festa e do entretenimento, hospedando a já tradicional Oktoberfest.

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A Marienplatz, como dito, deve ser o ponto de partida. O local símbolo da cidade, e sempre apinhado de turistas e de locais, principalmente os jovens, fornece um panorama adequado sobre a mesma, com belos edifícios góticos, lojas, cafés ao ar livre e muita gente indo e vindo para todos os lados e direções, se misturando entre si e com os muitos pássaros que também frequentam o local, sempre ciscando algo para comer. outra coisa curiosa é que todos tem um semblante feliz e de alegria, como se ninguém jamais trabalhasse aqui, mas tão somente vivesse para se divertir e celebrar.

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Os destaques da majestosa praça são as bonitas sedes antiga e nova da prefeitura, sendo que esta última conta com a famosa torre neo-gótica onde ocorre três vezes ao dia o show insosso do Glockenspiel, que é apresentado automaticamente todos os dias as 11 e as 12 hs, desde o ano de 1908. onde bonequinhos em forma de estátuas coloridas se movimentam monotonamente ao som de uma música tradicional. Pois evidentemente que conosco não ocorreu de modo distinto. Iniciamos a nossa jornada por Munique da praça, assistindo com certa perplexidade, ao showzinho acima mencionado, que não dura mais do que 10 longos minutos. Melhor assim, pois já estávamos ficando entediados.

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Em seguida, fomos caminhando até o Viktuallenmarkt, que é um grande mercado de alimentos ao ar livre numa praça bem no centro de Munique. O mercado surgiu da reunião de fazendeiros que queriam vender suas mercadorias na cidade, mas tornou-se uma grande feira gourmet, que ocupa uma área de 22 000 m² com ambientes tão distintos quanto atraentes, onde o visitante se depara com uma experiência multisensorial de aromas, cores e gostos. No mio dos caminhos, há sempre tendas contendo pequenos bares e restaurantes com quiosques que servem muita cerveja (é claro) e comidas típicas além de várias barracas vendendo pães, frutas exóticas, queijos, produtos de charcuteria, nozes, avelãs, amêndoas e flores. Vale passar por aqui com calma para bisbilhotar e para cheirar os diversos e inebriantes aromas do local. É uma feira livre tipicamente alemã na área mais nobre da cidade. Evidentemente, a prefeitura da cidade oferece subsídios e isenções fiscais aos produtores e vendedores que ali trabalham, pois tem interesse na manutenção cultural do local, que já se transformou numa instituição turística da cidade. Se assim não fosse, eles não conseguiriam arcar com os altos custos em uma localização nobre da cidade.

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Munique é uma cidade cheia de museus. Impossível querer visitar todos, a menos que a pessoa passe um mês dedicada a isso. Assim, após a visita ao mercado feira livre, optamos por conferir aquele que chama mais à atenção. Saímos do mercado e fomos caminhando até a monumental praça Max Joseph Platz, (10 a 15 minutos a pé) até chegar à impressionante e suntuosa Residenz. No centro da praça, a estátua de bronze do Rei Maximiliano I, entronado em 1806 por Napoleão Bonaparte, interessado em casar seu enteado com a filha do monarca bávaro

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A praça recebe o Teatro Nacional e também a própria Residenz, construção gigantesca que a circunda, sendo o maior edifício da parte antiga da cidade, que tem mais de 130 cômodos e que serviu como residência dos reis e duques da Baviera por mais de 400 anos.  Dentre os vários ambientes abertos à visitação, não deixe de visitar a ala dos tesouros em ala anexa à principal, (20 minutos são suficientes aqui), com incríveis coroas, cetros, jóias, relicários, insígnias, e vários outros objetos de valor colecionados pela dinastia Wittelsbach.

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Depois, não deixe de percorrer na ala principal as salas do Antiquarium, o Pátio da Gruta (shell of grotto), a sala Kaiserssaal, os Salões dos Nibelungos, as capelas reais e a Galeria Ancestral. Isso tomará cerca de uma hora. Se ainda aguentar, depois, compre o tíquete combinado também para visitar o outro anexo, onde fica o belíssimo Teatro de Cuvilliés, onde em um passado remoto, apresentaram-se Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn, Mahler, Wagner, dentre tantos outros gênios da música erudita. Fotos abaixo de algumas salas da residenz (sendo a primeira o Antiquarium, com estátuas e bustos de todos os imperadores, onde aconteciam banquetes nababescos para até 200 pessoas e também onde se davam as grandes recepções a autoridades e chefes de Estado e a sala dos retratos) e por derradeiro, a foto do teatro:

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A visita à Residenz foi ótima e culturalmente enriquecedora. Contudo, saímos de lá cansados e com muita fome. Já era hora de conhecer uma cervejaria e, claro, fomos almoçar na mais famosa, a hoffbrauhaus. Aliás, cabe um parêntese aqui sobre a bebida fermentada do malte e sua íntima relação com essa cidade. Pois a cerveja faz parte da rotina de Munique. Ela ajuda a manter o ambiente festivo e descontraído da cidade. Diariamente, centenas, milhares de cidadãos se encontram nos biergartens e cervejarias da cidade para tomar sua indispensável caneca de helles, weiss, pilsen, golden ale ou outra variação no almoço ou no fim do dia. É natural, espontâneo e cultural. Assim, mesmo que a pessoa não seja muito chegada, as cervejarias acabam se tornando visita obrigatória para os visitantes.
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E, em fins de setembro e início de outubro, acontece o ponto mais alto dessa celebração, a mundialmente famosa oktoberfet, evento que dura cerca de duas semana e que faz parte do calendário mundial e que representa o momento mais aguardado do ano pelos cidadãos e também por turistas de todas as partes do mundo. Nós estivemos lá nessa época e farei um post específico sobre esse tópico.
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As cervejarias de Munique não são necessariamente lugares onde se produz cerveja mas onde se pode degustar a bebida acompanhada da típica comida alemã – ou seja, salsichas, linguiças, bolo de carne, joelho de porco, o wiener schnitzel (delicioso bife de vitela à milanesa) com muita salada de batata, entre outras variedades. Verdadeiras instituições na cidade, cada casa tem um perfil diferente. As mais famosas são a Hoffbrauhaus, a Paulaner e a Augustiner. Fomos na mais famosa, a HB. É a casa da cerveja por excelência, a Hofbrau, que ocupa os 3 andares de um prédio histórico imponente nos arredores da Marienplatz. O clima é sempre de festa não importa a que horas você chegue. O salão principal, no primeiro piso, está sempre lotado, com mesas de madeira onde você simplesmente chega e senta, se houver lugar. Ninguém vai escolher mesa pra você. Basta ver aonde houver vaga e sentar. A mesa que acaba escolhendo o cliente.
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No meio da confusão, garçons e garçonetes passam em ritmo frenético equilibrando bandejas e múltiplos canecões de chope nas mãos. No meio do salão, uma banda de música típica e assim trajada, fica tocando e animando o ambiente (como se fosse necessário), auxiliando no clima de celebração e confraternização. E ainda mulheres lindas e tipicamente trajadas passam com bandejas oferecendo pretzels enormes ao preço de 5 euros a unidade. No segundo andar, funciona um restaurante um pouco menos agitado e no terceiro um espaço com grandes mesas de madeira e bancos em filas com um palco no fim onde ocorrer apresentações e confraternizações. Vale demais a visita. Aliás gostamos tanto, que acabamos voltando outras duas vezes para jantar (fotos abaixo). Nem lembramos de visitar as outras, ao invés de voltar na Hb.
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Após um almoço delicioso e talvez 3 canecas com meio litro de cerveja cada, fomos caminhar sem destino pelas ruas do centro histórico. Passando bem devagar por lojinhas de souvenir e de cucos de madeira, lojas de roupa, mercearias e cafés, então, subitamente, dei de cara com a loja oficial (uma delas pois são várias na cidade) do Clube de Futebol mais popular da região e do país, o Bayern Munchen. Na vitrine principal, a foto abaixo do capitão Schweinsteiger levantando a taça fifa, estampando e vendendo em uma ala imponente, camisas e produtos oficiais da seleção alemã, recém consagrada tetra-campeã mundial de futebol apenas dois meses antes em pleno Maracanã:
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De imediato, me recordei de minha fatídica experiência no Mineirão, com esposa, amigos e filha mais velha, quando presenciei ao vivo e a cores, o 7×1 do esquadrão de Neue, Ozil, Lamm, Muller, Podolski, Klose e cia, o maior vexame já oferecido por uma seleção brasileira em toda a sua história. Acabou sendo inevitável a breve retomada das imagens, que iam e vinham em minha mente, confusas e meio nebulosas, como um pesadelo irreal. Quando Brasil e Alemanha estavam para se enfrentar na Copa, já estava com essa viagem marcada e sabia que quando chegasse na Alemanha, seria matar ou morrer ( morri, de raiva):
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Como tudo na vida passa, fomos adiante e deixamos de lado a inevitável coincidência, seguindo nosso caminho sem rumo certo naquela tarde de outono. Munique tem um espaço urbano muito atraente e bem conservado. Parece uma cidade antiga mas muito bem planejada, com pitadas intensas de modernidade. Só vendo pra entender. Não há foto nem vídeo que substitua a experiência de andar por suas ruas, vias, praças, jardins e avenidas. Deslumbrante. Como disse antes, Munique consubstancia todos os maravilhosos estereótipos alemães. E caminhar no meio destes é incrível.
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Ainda neste dia, fomos visitar uma das mais impressionantes galerias de arte de Munique, a pinakotheke der moderne, o museu de arte moderna deles. Situado em uma bela praça, tem um acervo incrível com destaque para a parte de design e arquitetura. Fica situado em um edifício com um projeto arquitetônico incrivelmente moderno, onde a luz solar interage com os ambientes interiores, contribuindo para dar aos mesmos uma maior iluminação natural que auxiliam a aguçar a percepção das peças expostas. Em frente ao edifício, um jardim com esculturas formadas por canudos de plástico, onde as pessoas podem sentar e relaxar. Vale muito a visita a este museu, em pouco mais de uma hora, dá pra fazer um giro bem completo.
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No dia seguinte na cidade, fizemos o tour pelos castelos do sul da baviera (tema de outro post). No outro dia, então, de volta à Munique, optamos por alugar bicicletas e conhecer algumas regiões mais distantes como ciclistas. Passamos pela enorme Frauenkirche, com suas duas torres cilíndricas, a catedral da cidade. Mas, se tiver tempo, ou quiser visitar uma igreja espetacular e fora do padrão, visite a Asamchurch (Asamkirche). Trata-se de um reconhecido e escondido monumento religioso de celebração do estilo barroco e rococó, com um interior ricamente ornamentado com formas quase tridimensionais. Foi concebida como uma igreja privada pertencendo originalmente aos irmãos Assam (daí o nome). Estreita e esmagada entre dois edifícios,com apenas 9,5 metros de largura, foi construída em 1740 e tem uma fachada discreta e que não permite se ter ideia do que se encontra lá dentro. Vale muito uma olhada, nem que seja bem rápida. Fica a dica. Abaixo fotos do interior e da fachada:
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Superada essa etapa, pedalamos até o famoso (e enorme) English Garten, o grande parque da cidade e o maior jardim urbano do continente europeu, onde as pessoas fazem exercício, passeiam com crianças e animais de estimação, pegam sol, respiram ar puro, andam de pedalinho e bebem muita cerveja. É a resposta alemã ao Central Park, digamos assim. Há em seu interior, um local famoso onde as pessoas se reúnem para beber, a Chinese Tower Beer Garten (quando passamos estava vazia pois tinha acabado de chover por volta do meio-dia).  Depois, subitamente abriu um sol e fomos até o grande lago, onde ‘conversamos’ com patos e cisnes frequentadores do local. Encontramos até um curioso cachorro rastafari (fotos abaixo).  A melhor maneira de visitá-lo é de bicicleta. Mas não há lojas de aluguel perto do parque. O ideal é alugar o veículo nas cercanias do centro histórico para explorar as áreas mais remotas da cidade, munido de um mapa. Para chegar a este autêntico “jardim botânico” bávaro, não são necessários mais de 15 minutos de pedal.

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Depois do English Garten, fomos almoçar na cafeteria de um outro museu, a Neue Pinakotheke, com um ótimo acervo de impressionistas e pós impressionistas. Vale também a visita. Em retorno ao Hotel, após devolução da bicicleta, fomos descansar pois iríamos encarar a noitada pela segundo dia na Oktoberfest. Bem, Munique é inesgotável de uma primeira ou de uma segunda vez. Pretendo voltar em breve, pra ver o que não vi (parque olímpico, alte pinakotheke, deutsches museum de tecnologia, BMW Welt e museu anexo, Nynphemburg Palace e o campo de concentração Dachau, isso apenas para mencionar algumas coisas), e também para rever e reviver as experiências pretéritas, notadamente para desfrutar e me contagiar com a aura alegre e descontraída de um povo feliz, de preferência munido de uma caneca de cerveja na mão.

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Prost!

 

Do Rio pro Mundo

6 pensamentos sobre “Munique. Uma crônica sobre um lugar fantástico, com gente bonita, festeira e que celebra a vida!

BóiaPublicado em  10:36 am - jan 19, 2015

Oi, Felipe. Tudo bem? 🙂

Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

Até mais,
Bóia – Natalie

Sonia Maria Nunes NegretePublicado em  3:07 pm - abr 22, 2015

Amei o seu post, foi o mais bacana e completo que vi até agora. Moro em Munique há quase 5 anos e tudo o que vc disse me encanta até hoje. Parabéns!

Carlos JatahyPublicado em  12:02 am - jul 2, 2015

Felipe:

Muito bom!
Ótimas dicas!

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