E o nosso giro de 16 dias pelos Balcãs se encerrou finalmente em Dubrovnik, considerada a jóia da coroa, a cereja do bolo, ou como eles mesmo dizem, a pérola dálmata do Adriático. Desfecho ideal para uma viagem extraordinária, permeada por tantas paisagens inesquecíveis. Local que justifica com sobras a sua fama. Um destino turístico singular, de uma beleza desproporcional, uma fábula antiga perdida nos tempos atuais. Em nenhuma hipótese pode deixar de ser visitada em qualquer roteiro que se pretenda na Croácia. Os muros altíssimos e as ruas de pedra com becos em desnível, interligados por escadarias de fôlego, os portões de ferro e suas pontes elevadiças permanentemente deitadas e abertas, se insinuando ao público, as torres estrategicamente localizadas, o caminho de pedestres no topo das muralhas, o mar translucido e azul do adriático, as ilhas e montanhas ao redor, as praias quase coladas nas rochas e a profusão dos telhados em terracota nas construções mesclando tons de bege e ocre, criam o cenário perfeito. Tudo em grande harmonia visual. Um verdadeiro deslumbramento! 

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Seguindo essa breve apresentação, ainda em prefácio, digo que ficar de mau humor lá é tarefa quase impossível, a menos que a pessoa se concentre e se esforce muito. Ou então se tiver uma tremenda vocação para a rabugice desmesurada. Em Dubrovnik, basta olhar ao redor que a eventual fumaça escura acima da cabeça se dissipa automaticamente, como num passe de mágica. Não há espaço para ponderações ou sensações negativas a seu respeito. Ela é linda demais. (Permitam-me tal redundância insistente). Zadar, Split, Trogir e outras vilas no país são também muito bonitas e ostentam igualmente aquela fisionomia marcante de cidade medieval mas, pelo conjunto da obra, nada se compara a Dubrovnik.  

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Não apenas por sua já citada beleza natural e urbanística, mas também pelo seu significado histórico, Dubrovnik é tida como a “Atenas eslava”, ou seja, uma terra que mereceu igual destaque por ser habitada desde sempre por pessoas civilizadas e eruditas, bem a frente de seu tempo e em regra avessas à barbárie, malgrado os múltiplos episódios bélicos ao redor ao longo de sua sangrenta história. Em Ragusa, proliferaram grandes pensadores, arquitetos, mercadores e artistas. A cidade, que também tem uma grande influência renascentista e barroca em suas construções, especialmente aquelas erigidas após o terrível terremoto que devastou a cidade no ano de 1667, está rodeada de muralhas e fortificações, no sopé do monte de São Sérgio, que se situa quase sobre as águas do Adriático. Desde 1979 figura de forma absolutamente merecida como patrimônio da Humanidade Unesco. 

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Cruze o quanto antes um de seus 2 portões de entrada e, fechando os olhos com determinação, antes de abri-los em definitivo para experimentar uma inebriante miríade de estímulos sequenciais, tente voltar mentalmente no tempo, imaginando esse lugar há 600 ou 800 anos atrás, basicamente com as mesmas construções até hoje preservadas, já se destacando na região como uma poderosa Cidade-Estado (a única a rivalizar com o poderoso reino de Veneza), detentora de um porto muito ativo situado em local altamente estratégico. Imagine, em adendo, que seus antigos habitantes dominavam com primazia, técnicas incrementadas de navegação, de construção de navios e de comércio marítimo, o que, em consequência, lhes traziam riquezas e poder político, cujo apogeu se deu entre os séculos XV  e XVI. E então se dará conta por completo da tamanha importância histórica do local. Pense no passado glorioso da antiga República de Ragusa, fundada a partir de um pequeno vilarejo de pescadores eslavos e refugiados gregos. As enormes muralhas de proteção atestam por outro lado, inequivocamente, como desde sempre dubrovnik foi um território desejado e disputado pelos múltiplos fatores já descritos. Pronto. Situado o local historicamente, já podemos focar, doravante, em aspectos mais práticos.

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Falar de turismo em Dubrovnik significa falar de sua muito bem conservada cidade antiga, old town (stari grad) com cara de imponente vila medieval, e seus gigantescos portões nas 2 entradas, muros de pedra e várias torres espetaculares com vistas privilegiadas de 360 graus para o mar verde esmeralda e azul turquesa ao redor. É ali que se concentram 99% das atrações a serem visitadas. E cerca de 10 milhões de pessoas vem tendo essa experiência a cada ano. Números impressionantes. superiores ao número total de turistas que visitam o Brasil a cada intervalo de 365 dias. A cidade velha poderia ser comparada a um enorme castelo da idade média, transportado (ou melhor, preservado) para os dias de hoje, onde o visitante se sente como figurante de um episódio da série Game of Thrones ou de um filme de guerras, com exércitos antigos, com arqueiros, cavaleiros e batalhas épicas. A cidade sempre se destacou nesse quesito turismo, desde a época da Iugoslávia do Marechal Tito.

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Essa inerente veia turística só foi interrompida no início da década de 90, durante a famosa guerra dos balcãs, quando a Sérvia, de modo inexplicável, com o intuito único de minar o orgulho croata, bombardeou dubrovnik, causando enorme comoção na comunidade internacional, pela destruição desnecessária de um paraíso terreno. Nesse período, os visitantes desapareceram, mas a cidade rapidamente se reergueu, se reconstruiu e hoje explode com o número cada vez mais elevado de visitantes. Um fenômeno. Dizem que um dos motivos principais da Croácia querer se separar da Iugoslávia deveu-se às altas receitas provenientes do turismo em sua costa esmeralda, principalmente Dubrovnik. Esse dinheiro ia diretamente para o poder central, em Belgrado, o que, evidentemente, era uma grande distorção e que gerava um enorme desconforto em Zagreb e nas próprias administrações regionais da costa dálmata.

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Dubrovnik recebe vôos nacionais (a maioria com trechos de e para a capital Zagreb) e internacionais (principalmente com conexões provenientes da Alemanha, país que envia o maior número de turistas). O aeroporto fica a cerca de 20/25 minutos da cidade, descendo ao sul pela estrada que leva à Montenegro. Se você estiver vindo de carro pelo Norte, também não encontrará problemas para chegar. Dubrovnik surge como uma miragem para os que vem pela estrada. Desde Split, são cerca de 100/115 minutos, sendo preciso ingressar em território Bósnio, no balneário de Neum e depois voltar pra Croácia. Neum é o braço de mar que coube à Bósnia na partilha de território pós Iugoslávia. Então, passaportes à mão para sair e reentrar em cerca de 20 minutos de estrada. Tudo simples, as fronteiras são rápidas e sem muita burocracia. 4 noites me parecem tempo suficiente para conhecer o que há de melhor, embora nada impeça que você fique até 7 para curtir tudo com mais calma, principalmente se quiser visitar algumas das ilhas nos arredores como por exemplo as Elafiti, Lokrum e/ou Mljet. (pronuncia-se ” Miliét”). Ficamos 4 noites e em um dos dias fizemos o day-tour para Montenegro.

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Repito, 3 dias inteiros foram tempo justo e suficiente para conhecer Ragusa (seu nome italiano), mormente por não se tratar de alta temporada. Se puder, venha em meados de maio ou em setembro, épocas menos cheias e mais belas com um ótimo clima além de dias ensolarados e temperaturas mais amenas. Procure evitar julho ou agosto, pois a cidade estará apinhada, repleta de turistas, que disputarão cada centímetro de seu espaço, como em um formigueiro humano. Na temporada de pico, quando dezenas de cruzeiros aportam e entopem a cidade de visitantes, tudo fica absurdamente cheio e insuportável, perdendo assim quase toda a beleza da experiência. Se não tiver outra data, ao menos priorize os passeios de fim de tarde e noturnos, quando seguramente haverá menos gente. Os Croatas vem reclamando muito disso. Pois por ter se tornado um local de turismo em massa e um destino muito atrativo e divulgado, Dubrovnik acabou perdendo sua tranquilidade e parte de seu charme. Um dilema, pois eles precisam tanto dos dólares e euros dos turistas quanto detestam as crescentes multidões que vem descaracterizando cada vez mais esse local, outrora pacato.

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Viemos pelo Norte, mas não direto de Split, pois entre Split e Dubrovnik, fizemos uma incursão de 3 dias pela Bósnia-Herzegovina para conhecer Sarajevo e Mostar. (temas de posts específicos a serem oportunamente publicados). Chegamos já quase de noite. Embora cansados, deixamos as malas rapidamente no hotel Berkeley (fotos no site mostram a cidade antiga, mas ele fica um pouco longe) e pegamos um táxi pra jantar e ver um pouco a cidade. Mas, mesmo com o tempo curto essa noite, já deu pra sentir o gostinho do que estaria por vir. Comemos em um restaurante com vista panorâmica, que fica situado ao lado de um dos portões de entrada de old town, com mesas debruçadas sobre o mar e defronte a uma das torres (torre bokar) e de parte da muralha que cerca a cidade. Um espetáculo visual digno de registro. Afinal, foi nosso primeiro contato com o que imaginavamos de Dubrovnik. Não deixe de fazer uma refeição neste lugar. Restaurante Dubravka 1836. Se não pela comida, muito boa, vale principalmente pela vista imperdível. Tente sentar nas mesas externas. Isso fará toda a diferença. Gostamos tanto que voltamos outra vez em um dos dias subsequentes para o almoço (a primeira foto abaixo foi tirada ao lado da entrada, quando de nossa chegada, logo na primeira noite):

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Depois do jantar, cruzamos um dos 2 portões de entrada e passeamos pela cidade de noite, com as ruas menos cheias e com pouca gente (algo difícil de se conseguir durante o dia), andando por quase todos os seus cantos. Aliás, quem fica mais de um dia na cidade, sente uma enorme satisfação conforme vai passando o dia e o movimento frenético de visitantes vai diminuindo conforme cai a noite. Uma delícia. Percorremos a rua principal da cidade, que se chama Stradum ou Placa, (primeira foto abaixo) e que, ao longo de cerca de 300 metros ou um pouco mais, liga os dois portões de entrada, o Ploce e o Pile. É o lugar para desfilar, ver e ser visto. Ao longo de sua extensão, tem lojinhas de roupas, produtos típicos, vinhos, artesanato, livrarias e, principalmente, bares, sorveterias e restaurantes da moda, sempre repletos de gente. Entramos por este último portão, o Pile, e demos uma caminhada de cerca de 30 minutos pelo interior dos muros. Deu pra ter uma primeira noção, de que o lugar seria realmente espetacular e diferenciado, como suspeitava, mas precisava ver e checar com meus próprios olhos. Feito esse reconhecimento, voltamos para descansar pro passeio dia seguinte.

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Dica valiosa: tente a todo custo se hospedar em um hotel ou apartamento próximo ou mesmo dentro da cidade velha. Isso faz toda a diferença na logística. O booking.com e air bnb oferecem várias opções. Cometemos um erro, a meu sentir, pois ficamos em um hotel que, apesar de muito bom e confortável, estava relativamente afastado do centro histórico a cerca de 20 minutos de ônibus, ou 10 minutos de táxi da entrada da cidade antiga. Isso dificultava nossa movimentação e tirava a liberdade de dar uma rápida chegada no hotel ou apartamento caso houvesse necessidade, como por exemplo para um descanso rápido após uma refeição, ou para deixar um embrulho de compra ou uma máquina pesada após a sessão de fotos. Apesar dessa advertência, caso não consiga hospedagem tão próximo, isso tampouco deve ser motivo de desespero, pois o sistema de transporte público da cidade é ótimo, apesar de caro (€ 2 por bilhete único). Os coletivos em geral dispõem de ar condicionado e viabilizam um tranquilo vai e vem de moradores e de quem se hospeda nos arredores.

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O grande atrativo da cidade é a própria cidade! Como assim? Você deve estar perguntando. Isso mesmo. Ande. Ande muito. Caminhe o tempo todo por Dubrovnik. Ela é bem pequenininha. Você consegue ir e voltar fácil umas 3 ou 4 vezes no dia (e à noite também, é claro!). Não se preocupe muito com visitas a ambientes interiores. Dê ampla preferência aos cenários externos. Seu grande diferencial, como em poucos outros lugares, não está em visitar museus, mosteiros, palácios igrejas lojas de compras nem galerias de arte (embora até haja uns 2 ou 3  de cada relativamente interessantes). O grande lance lá é passear e olhar tudo ao redor, se sentindo como nos pátios e quintais de um castelo na idade média. Há muito o que admirar e contemplar. De dia e de noite. Sempre.

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Voltamos então no dia seguinte e novamente cruzamos o portão pile, estando esse e todos os demais marcos e monumentos sempre protegidos por São Bras (Sveti Vlaho) o padroeiro da cidade, cujas estátuas estão por toda a parte. Após saltarmos do ônibus quase defronte ao citado monumento, descemos a pequena escadaria que conduz ao Stradum. Dizem ser muito comum esbarrar com celebridades internacionais na cidade, como Sean Connery, Pierce Brosnan, Madonna e Gwyneth Paltrol que tem casas de veraneio na região. Não vimos ninguém, mas o lugar realmente transpira e pulsa como um cenário atual do jet-set mundial, não deixando nada a dever a Capri, Cannes, Saint-Tropez, Ibiza, Mônaco ou Sicília. Cruzamos o portão e logo estávamos na stradum, a tal via principal, bem ao lado de um famoso monumento, a Fonte Onofrio, de 1438, que até hoje fornece água fresca aos cidadãos e turistas sedentos matarem a sua sede. (fotos com vistas de frente e de cima da fonte).

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A primeira atividade foi o passeio pelo alto das muralhas. Com cerca de 25 metros de altura e 2 quilômetros de extensão, é a visita mais impressionante que poderá ser feita no lugar. Lá de cima é possível contemplar vistas deslumbrantes ao redor (dentre as mais belas do continente europeu) e constatar toda a imponência dessa antiga cidade-estado. Mas, além dos belos visuais, lá do alto é possível enxergar também, paradoxalmente, as entranhas da cidade, ou seja, os interiores dos apartamentos com pessoas tocando seu cotidiano (há cerca de 2 mil moradores na parte de dentro dos muros) e os terraços e quintais das casas, com roupas lavadas e penduradas em varais. Se você tivesse tempo apenas para conhecer uma atração na cidade, esta teria que ser a sua escolha.

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A visita custa 100 kunas e existem 3 ou 4 pontos de subida em vários pontos da cidade para percorrer o trajeto completo que é circular. Guarde os tíckets pois há um ou 2 pontos de checagem de ingresso. O percurso, com calma e como deve ser trilhado, permitindo paradas para fotos e observação, leva em torno de 2 horas/ 2 horas e meia, percorrendo um quantitativo total de 130 canhões, 16 torres e 15 fortes – um deles coroado com a frase-lema de Dubrovnik: “A liberdade não se vende nem por todo o ouro do mundo”.

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Lá de cima, é possível avistar também os monumentos recuperados depois da guerra e o vai e vem dos visitantes que passam pelos portões Pile e Ploce, as principais entradas para a Cidade Velha. Logo no acesso às muralhas, para quem ingressa pelo portão Pile, um painel fornece um dado impressionante, qual seja o de que em cada três prédios, dois foram integral ou parcialmente destruídos em bombardeios sérvios no ano de 1991, durante a guerra civil na antiga Iugoslávia. De cima, é impossível não constatar isso. Procurar os telhados mais antigos em meios a tantos novos (as cores em ocre e terracota são perceptivelmente diferentes, umas mais outras menos claras) faz lembrar o horror pelo qual a cidade passou durante o período de guerra.

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Outro ponto onde se obtém uma vista maravilhosa da cidade velha está no alto do Monte Srd, acessível por um teleférico inaugurado há uns 3 ou 4 anos. A estação fica na rua de trás da fachada norte das muralhas e o passeio custa cerca de outras 100 kunas. Com chuva ou vento, ele suspende suas operações. Lá de cima, o visitante é brindado com uma grande recompensa e consegue entender com clareza o mapa da cidade e toda sua tão decantada imponência. Avista-se também as ilhas Lokrum logo atrás no mar:

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Após passarmos o dia seguinte em Montenegro, tínhamos mais um dia inteiro na cidade e fomos conhecer o edifício conhecido como Palácio do Reitor, (fotos da fachada de arcos abaixo. de dia e de noite). Segundo o registro histórico disponível no local, o local abrigava o palácio do antigo governante de Dubrovnik, construído no século XV no estilo gótico e renascentista, contendo o escritório do reitor, seus aposentos particulares, salas públicas e de reuniões e escritórios administrativos de serviçais. Durante sua investidura, o administrador chefe, que lá permanecia por um único mês no ano, ficava trancafiado na bela residência renascentista, sem contato com ninguém do lado de fora e sem poder sair do edifício a menos que o senado autorizasse, tudo para evitar eventuais tentativas de corrupção ou de usurpação do poder. Hoje em dia, o palácio se transformou no Museu de História Cultural da Cidade, com retratos, brasões de armas, moedas e outros objetos, evocando a história gloriosa da cidade. que lá permanecia por um único mês no ano, trancafiado na bela residência renascentista, sem contato com ninguém do lado de fora e sem poder sair do edifício, tudo para evitar eventuais tentativas de corrupção ou de usurpação do poder.

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Outra visita que fizemos e que é muito impactante e contundente foi a um pequeno museu de fotografias sobre guerra, chamado war photo limited museum. Trata-se de uma experiência imensa e poderosa emocionalmente, conquanto muito dura, com as suas galerias retratando de forma direta e intensa exibições organizadas por um jornalista neo zelandês Wade Goddard, que trabalhou cobrindo a guerra dos balcãs em 1990 e seguintes. O museu tem uma intenção quase declarada e proposital de chocar o visitante, expondo o mito cruel da guerra, permitindo que as pessoas vejam esse fenômeno como ele é, cru, sangrento, irracional, assustador, e como afeta tanto os combatentes como os inocentes. Fica em um sobrado e no andar de cima há uma exibição permanente devotada á guerra de separação da Iugoslávia. Já no andar de baixo, exposições temporárias de guerras recentes, Quando visitamos, havia a cobertura da guerra da Síria de 2013. Posto abaixo algumas fotos da exibição permanente, suprimindo as da guerra Síria por serem fotos muito violentas e chocantes, que fogem ao objetivo desse trabalho. A primeira foto é de Dubrovnik bombardeada e a segunda é de um soldado sérvio queimando a bandeira Croata:

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Fizemos visitas ainda a dois mosteiros, sendo que em um deles, funciona supostamente a farmácia mais antiga do país, e uma das três mais antigas da Europa ainda em funcionamento. Portanto, tecidas essas linhas, creio já ser o momento de encerrar esse relato. Datada de 1317, anexa ao Mosteiro Franciscano, conserva os antigos apetrechos, potes, livros e demais utensílios usados pelos alquimistas medievais, agora expostos num museu anexo. A farmácia, ainda ativa, também é famosa por produzir cremes e cosméticos segundo receitas com mais de 200 anos. A visita à farmácia e seu museu passa também pela visita ao convento franciscano, com suas arcadas e claustros, localizado na Stradum, a rua principal, na entrada da cidade velha de Dubrovnik bem próximo à porta Pile.

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Bem, com essa apresentação da cidade mais procurada dos balcãs, vou encerrando essa série. Como últimas palavras, tenho a dizer que a Croácia, como um todo, justifica com sobras e na inteireza, a sua recente fama adquirida, reunindo sítios históricos e arqueológicos maravilhosos, cenários naturais lindos e únicos, além de gastronomia e vinhos excelentes para paladares bem seletivos. Se vale a pena visitar o país? Respondo que sim, e peço que você multiplique por 10 esse conselho para tentar mensurar o quanto vale! Apesar de isso não durar mais muito tempo, tem mais um outro motivo que é financeiro, pois o país ainda é muito mais barato do que outros destinos europeus mais conhecidos. Espero, com esta série de posts que termino aqui, ter gerado no leitor, uma expectativa positiva e uma vontade crescente de conhecer esse lugar mágico. Se isso ocorrer com ao menos uma pessoa, esse trabalho terá valido a pena.

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Dovidenja!!!!

 

8 Thoughts on “Dubrovnik: Fechando com chave de ouro a viagem pela Croácia, constato que todas as coisas espetaculares que dizem sobre ela são verdade!

  1. Entrei!

    Ótima reportagem! A cereja do bolo.:)) Depois das suas lindas fotos, todos vão querer visitar a Croácia este verão.

    As fotos da guerra sim são um pouco tristes, mas isso é parte da nossa história, né…

    Parabéns e estamos aguardando a sua próxima viagem!

    Doviđenja do sljedećeg puta.:)))

    Beijos da Croácia!

    Natasa

  2. Felipe, não pude deixar de compartilhar com minha Professora de inglês e querida amiga Silvia seu relato sobre a Croácia. Ela me enviou um entusiasmado email do qual encaminho este trecho:
    “Just finished reading Felipe’s posts on Croatia – what a delightful journey (and amazing photographs)! I feel like packing a suitcase full of dreams (but not so full of euros, I’m afraid), going back in time some good 10 or 15 years (just enough to stay clear of the Balcans War), and – after thanking Felipe for the tips – embarking on this Croatian project, including Dubronick, Havr (had to hold back and not book at once with Ilirio’s Hvar tour – have you checked his site?), Vis and Bisevo, Zagreb, the lot!”
    Beijo com carinho
    Helena

    • Do Rio pro Mundo on 27 de março de 2015 at 4:17 said:

      Sensacional o seu “feedback” Helena. Muito obrigado. São depoimentos assim que me motivam a prosseguir com esse projeto.

      Bjs, Felipe.

  3. Rosangela Kopp on 12 de abril de 2015 at 3:31 said:

    Que delícia ler seu relato desta viagem Felipe.
    Estamos planejando ir a Croácia este ano, certamente suas dicas vão ajudar muito no planejamento da viagem.
    Parabéns e muito obrigada por compartilhar tudo isto .
    Abço
    Rosangela

    • Do Rio pro Mundo on 12 de abril de 2015 at 22:50 said:

      Obrigado Rosangela! Qualquer dúvida que tiver, pergunta aí…

      Desejo a vcs uma excelente viagem por este país fantástico.

  4. Marina Martins on 18 de julho de 2015 at 23:10 said:

    Oi! Adorei mesmo o apaixonante relato sobre a vossa maravilhosa viagem! Estou a escrever para saber qual a companhia de aluguel de carro que você usou! Ando à procura de uma barata e de confiança! Muito grata!!

    • Do Rio pro Mundo on 19 de julho de 2015 at 0:21 said:

      Olá Marina!
      Obrigado por escrever e também por seus elogios.
      Aluguei o carro através da seção car rental no site da booking.com
      Eles tem boas tarifas e são muito confiáveis em locações em países do leste europeu.

      Tente por lá.

      um abraço e qualquer coisa mantenha contato.

      Felipe

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