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Cuba: Uma incrível volta ao passado, regada a charutos, mojitos e mergulhos.

Cuba: Uma incrível volta ao passado, regada a charutos, mojitos e mergulhos.

Em um desses carnavais passados, visitei Cuba, país dos maravilhosos charutos e do Ron Bacardi, famosa e folclórica terra, baluarte revolucionário e, atualmente, grande paradigma de uma época que já se foi, mas que, por imposição do governo, teima em se arrastar numa inútil e sofrida sobrevida. Bela e carente a ilha caribenha mais charmosa e nostálgica.

vistacentral

Era um grupo de doze pessoas, ou seis casais, em uma viagem de uma semana que misturaria uns dias para mergulho nas águas azul turquesa e translúcidas do caribe, com visibilidade de 60 metros, (um absurdo de muito!) e outros tantos para Havana,  esta parte com proposta de um turismo, em tese, mais regular. Ou não, dependendo do ponto de vista que se encare. Vejamos então, pois tenho alguns casos pitorescos e dicas valiosas para dividir da minha experiência aqui. Não sei se gostei muito ou pouco. Talvez nunca chegue a uma conclusão sobre isto. Mas, de qualquer modo, é uma viagem única, sem paralelo atual no mundo moderno, pois (quase) já não existem mais lugares assim, com foco no passado e oriundos de uma era onde se usavam termos tão arcaicos quanto “guerra fria”, bloco socialista e União Soviética.

Há distintas opções para se chegar à ela. Duas são as freqüências mais conhecidas. Voa-se Cubana de Aviación, com escala em Buenos Aires, ou então de Copa Airlines, via Panamá, desde Rio ou São Paulo. Devidamente vacinados contra a febre amarela para a viagem, optamos pela Copa e demos início à aventura. Nota: Cuba não exige a vacina, mas o Panamá, que era nossa escala na ida e na volta, sim. Outra rota, via Taca, por Lima, também obriga o turista à vacinação.

Para entrar em cuba, é preciso validade de seis meses do passaporte e cartão do turista, valido por 30 dias, devidamente preenchido. Esse cartão pode ser obtido aqui no Brasil na embaixada ou consulados de Cuba. Formulário no site embacu.cubaminrex.cu. Você pode também contactar uma agência de turismo para este fim.

Após uma conexão em Tucumen, no Panamá, ainda no avião, quando este se aproximava para tocar o solo da capital cubana, achei estranha a ausência de luz elétrica compatível com o que se vê ao chegar à noite em uma cidade grande e populosa qualquer. Parecia um pouso de emergência sem aviso, pois quase não se notava iluminação artificial do lado de fora. Mas era mesmo Havana. De cara, ou melhor, de cima, pude suspeitar antes mesmo de chegar que seria um lugar diferente.

No aeroporto, uma situação surreal já ocorre de pronto, na imigração. Os agentes checam o seu passaporte, como ocorre em qualquer lugar, mas não carimbam o registro de entrada, a menos que você peça ou insista! Reza a lenda (e ela reza forte!) que aqueles que ostentam um registro da imigração cubana, passam a ter enorme dificuldade para ingressar nos Estados Unidos, líder do embargo que isola a Ilha há mais de meio século. Eu não quis pagar pra ver e agi como a maioria, embora tenha ficado tentado. Pura bobagem.

Passamos dois dias na capital, quatro na Ilha da Juventude, que faz parte do arquipélago de Girona, nosso ponto de mergulho, e novamente Havana nos dois dias derradeiros. La Habana, como eles a chamam, é uma cidade curiosa! Claro que é muito bonita! Mas está mal cuidada e  parece que ficou parada, estática e inerte, dentro de uma página qualquer de um livro de História! Chegar nela é como viajar pelo portal do tempo e ser transportado para a década de 50 ou 60 do século XX. E esta característica assume um viés dúbio, pois ao mesmo tempo em que oferece um certo glamour, embora decadente, gera uma sensação de “Onde está o Capitalismo?”

rua velha

O povo cubano em geral é muito culto, educado e politizado. Analfabetismo inexiste neste espaço de chão. Ponto para ‘la revolución’. Em contrapartida, é sofrido, carente de gêneros de primeira necessidade básicos do dia-a-dia e ávido pelo fim do socialismo (embora ninguém admita isto abertamente). Conversei bastante com as pessoas na rua e tive o privilégio de receber muitas explicações dos nativos. E também de ouvir relatos sobre frustrações com a situação hodierna, anseios e desabafos. Dizer que é brasileiro sempre funciona como um ‘abre-te sésamo’ em qualquer lugar, e aqui não poderia ser diferente. Eles gostam muito do Brasil! Especialmente da música!

Ponto fundamental que o turista desavisado precisa estar ciente. E alerta. Existem dois tipos de moeda circulando em Cuba. O peso normal, que é a moeda do povo. E o peso convertible. Moeda do turista. Só os turistas estrangeiros dispõem de uma moeda própria, que, pasmem, tem a cotação artificial de 1×1 em relação ao dólar. E quando o trouxa que chega vai vender dólares em cuba eles cobram 10% de ágio. No final, o peso cubano do turista vale mais que o dólar. Incrível!

Isso irrita qualquer viajante. Mas, ao menos, não faça como eu, vá avisado. A Regra é essa! As duas moedas são oficiais de Cuba. O que vai te interessar é o peso conversível (CUC) ou chavito, que foi criado, segundo eles mesmo explicam, pela desvalorização do peso cubano normal em relação às moedas estrangeiras em decorrência da queda do bloco soviético. Como é uma moeda artificialmente mantida e cotada, não é reconhecida por nenhum Banco Central de qualquer país do mundo. Por isso, não está disponível nas casas de câmbio brasileiras. É chegar lá e comprar. Não há alternativa. A compra da moeda está disponível no aeroporto, hotéis e algumas casas de câmbio na capital e pelo país.

E tenha cuidado redobrado, porque alguns espertalhões estelionatários abordam os turistas na rua e se aproximam com um papo mole, simpático, contam casos e começam a falar até chegar ao tema dinheiro. E te propõem trocar seus dólares oferecendo uma cotação melhor. Te levam até um local qualquer, que obviamente não é uma casa de câmbio oficial, e te oferecem pesos cubanos, mas não os do turista e sim o peso ordinário que é o dinheiro que somente eles podem usar, com valor risível frente ao dólar.

O viajante acaba achando que vai fazer um grande negócio e, na verdade, fica com o mico preto. E você deve estar se perguntando como eu sei disso. Será que me contaram? Não, pior! E, por favor, não espalhem isso, mas o nosso grupo de desavisados e inconformados com aquela cotação absurda, no primeiro dia explorando havana, caiu nesse golpezinho. Sorte que no final das contas já estávamos desconfiando da moleza e trocamos pouco dinheiro, tipo 20 dólares cada. Furada Total! Abaixo, foto dos nativos passando uma conversa neste blogueiro. De um certo modo, como se vê pela imagem, eles já davam sinais claros do tamanho da encrenca em que eu estava me metendo. Mas, não fui perspicaz.

jebão

Cuba não tem violência! Zero! Mas, em compensação, tem golpes e armadilhas a cada esquina. Outra clássica é o golpe do charuto. O cara te aborda do nada e te pergunta: “Quieren Puros”? Puros é como eles chamam o charuto cubano legítimo. A lenda é que todo trabalhador das fábricas de charutos pode pegar um legítimo por dia e levar consigo. E então eles venderiam ao turista para ‘incrementar’ a sua renda. Obviamente, 90% dos charutos oferecidos são falsos. E o turista incauto levará gato por lebre. Nessa nós não caímos, porque era mais manjada. Mas não custa ficar atento! Como se vê, até a criminalidade ficou parada no tempo em Cuba. De uma época mais artística e menos violenta.

Havana, com cerca de 2,5 milhões de habitantes, é uma cidade que tem uma beleza decadente. Lugar de profundos contrastes, onde os galos cantam pela manhã, durante o dia se escuta o ronco de motores de carros ou ônibus velhos e, à noite, ouve-se nas ruas uma música doce e animada, feita para sonhar, entreter e bailar (ênfase para a salsa, o mambo, o jazz, a rumba e até o reggae). Estilo Buena Vista Social Clube. É uma cidade de artistas e eruditos também. Que sofrem as mazelas atuais e clamam por mudanças. Durante mais de meio século do regime castrista, os magníficos edifícios antigos da cidade foram tão abandonados, que hoje estão quase em ruínas.

carrito

Triste. Penso que o socialismo não se sustenta nos dias atuais. E tenho absoluta convicção que esta cidade, do jeito que é, brevemente não estará mais disponível ao visitante. De um modo ou de outro, cedo ou tarde, o capitalismo paulatinamente terá que ser reimplantado. E isso, em certo aspecto, já vem ocorrendo, a passos de tartaruga com tendinite, desde que Raul Castro assumiu o posto de ‘Comandante en jefe’ e flerta com medidas que sinalizam uma lenta abertura da economia como, por exemplo, a possibilidade dos cubanos explorarem pequenas empresas familiares e ainda de venderem e comprarem suas casas, somente negociando com  outros cubanos. Corra, se quiser experimentar essa volta ao passado. Mais alguns anos e esta Cuba será apenas uma recordação! E você então só poderá saber por ouvir dizer, que existiu um lugar como esse em pleno século XXI.

Ficamos hospedados no Hotel Tryp Habana Libre. Um hotel muito bem localizado. Nostálgico e que lembra os tempos áureos de Cuba! Os quartos são espaçosos com uma mobília relativamente antiga e os serviços são apenas razoáveis. Tem um bom restaurante e uma loja de ‘puros habanos’. Um enorme Lobby, onde as pessoas ficam fumando charuto e bebendo. A peculiaridade deste estabelecimento é que ele foi tomado na época, e serviu de quartel general do grupo de Fidel Castro no início do período revolucionário, quando os guerrilheiros aqui ficavam sediados e enquartelados, comandando por um período de tempo os destinos da nova nação socialista. Interessante também porque o lobby do hotel expõe várias fotos deste momento e você vê fotografias de Che Guevara e outros sentados no local onde agora funciona o hotel. E onde você estará sentado.

Dentre as coisas que fizemos na capital, visitamos o bairro conhecido como Habana Vieja, que ainda guarda um charme em preto e branco da Cuba histórica, na época da transição entre ser a Paris das Américas de Fulgêncio Baptista, para se transformar no cantão socialista de Fidel Castro. Aqui você verá os carros antigos da década de 50 e assistirá ao transe (ou seria mais adequado o vocábulo hipnose?) coletivo de um povo deveras perdido, que já não percebe nem compreende bem a distinção entre passado, presente e futuro. O regime ainda impõe severas restrições aos cidadãos, que enfrentam racionamento de comida e demais gêneros de primeira necessidade, censuras e bloqueio ao acesso à informação em geral. A angústia e o desconforto são claramente notados.

Havana não tem praia. (Cuba tem milhares!) Tem uma orla onde o mar sempre mexido bate nas pedras. Caminhe pelo Malecon junto à sua margem e faça o trajeto a pé pela parte mais nova de Havana, chegando até a praça das armas e da revolução Jose Marti, que conta com um símbolo do ícone pop Che Guevara, cuja lembrança ainda causa alvoroço no país. Prepare-se para as abordagens de todo tipo, por parte dos nativos, algumas inconvenientes como já expliquei. Te oferecerão charutos e dinheiro a um câmbio melhor, te contarão histórias, algumas inclusive boas e se oferecerão como guias…

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A noite em Havana tem uma programação muito concorrida. Recomendo uma ida ao famoso cabaret Tropicana, para assistir ao renomado e bem produzido musical, conquanto feito para os turistas. Desde o tempo anterior a revolução que este local funciona. Boa oportunidade para assistir a um show com números tradicionais, mostrando a cultura musical da Ilha, de Havana a Pinar del Rio. As entradas são caras, mas acho que vale a pena conferir este lugar histórico e mundialmente conhecido.

Tome um sorvete na famosa heladeria Coppelia e apanhe um Côco-Táxi (isto mesmo, um táxi onde o turista viaja em um banco traseiro envolto por uma carroceria em fibra de vidro que simula um côco gigante) puxado por uma bicicleta. Vá até o centro da cidade e visite a réplica do Capitólio sede do congresso americano em Washington DC. Idêntica à construção original.

Prepare-se para as gorjetas (ou propinas, como eles chamam). São uma regra. E as pessoas anseiam por ela, como água no deserto. A título de exemplo, no Capitólio, um funcionário perguntou se queríamos tirar uma foto na nave central do edifício e, após a sua permissão, se é que podemos dizer assim, nos cobrou cerca de 5 pesos conversíveis, algo como 6 dólares. Ao lavar as mãos saíndo do banheiro, cansei de ser abordado por alguém me estendendo uma toalha de papel e me pedindo um trocadinho. Se bem que isso também acontece no Brasil.

Um programa obrigatório em Havana é visitar uma fábrica de charutos. Na nossa vez, escolhemos a Real Fábrica de Charutos Partagás, uma das marcas mais conhecidas e difundidas no mundo. Este tour é muito interessante e você se depara com centenas de trabalhadores sentados em pequenas mesas organizadas em filas, no interior de grandes salões, produzindo artesanalmente o mais renomado produto de exportação cubano. Mulheres cubanas (e atualmente homens também) enrolam as folhas de tabaco entre suas coxas e, assim, dão formato ao produto final. Depois, o visitante passa pelas salas de empacotamento, gerência e distribuição. Uma curiosidade que aprendemos é a razão dos nomes de algumas marcas como, por exemplo, os famosos Romeu e Julieta, o favorito de Winston Churchill e, Monte Cristo. Abaixo, foto da fachada da Fábrica Partagás, sacada quando de nossa visita

fabrica de charutos

Isto tem uma explicação. Pois até hoje ainda há uma pausa para descanso nas fábricas, além do período de almoço, quando um leitor oficial, funcionário de grande prestígio, fica contando histórias e lendo grandes livros da literatura mundial para os trabalhadores se entreterem. Pois bem, em datas pretéritas, quando da ocasião do lançamento de novas marcas de charutos, coincidentemente, estavam sendo lidos aos trabalhadores clássicos como ‘Romeu e Julieta’, de Shakespeare e ‘O Conde de Monte Cristo’, de Alexandre Dumas. Assim, resolveram batizar o produto com o título da obra que era lida no instante exato em que eram finalizados os primeiros exemplares e devidamente patenteadas as respectivas fórmulas, todas então geridas pelo próprio governo cubano. Achei interessante essa estória e resolvi compartilhar.

Outro passeio célebre que fizemos em Havana, e que não poderia esquecer e deixar de recomendar é a visita a dois locais expoentes da boemia cubana, que são o famoso Bar Floridita, assiduamente frequentado no remoto passado pelo célebre escritor norte-americano Ernest Heminghway, de ‘O velho e o Mar’, em sua temporada na ilha. Aqui, tome um daiquiri, bebida preferida deste. Do mesmo modo, não perca uma ida à mundialmente famosa La Bodeguita del Médio, um restaurante que serve uma fantástica comida criolla, acompanhada pelo célebre drink Mojito, feito com rum, hortelã, gelo picado e limão. E traga para o Brasil uma garrafa de Havana Club, a mais famosa marca da bebida dos piratas, para tentar fazer os seus próprios mojitos quando voltar pra casa. Foto abaixo, Karine e a bodeguita.

bodeguita del medio

Visitamos também o imperdível Museu de La Revolución, onde eles contam detalhadamente, com muitas ilustrações, gráficos, fotos de época e mapas, toda a incrível trajetória de Fidel Castro, Ernesto ‘Che’ Guevara, Camilo Cienfuegos e companhia que, de modo absolutamente idealista e improvável, saíram navegando o barco “Granma”, desde o Golfo do México e desembarcaram na baía dos porcos em 1 de janeiro de 1959 e se alojaram em sierra maestra, no episódio que marcou o início do novo regime com a deposição do então presidente Fulgêncio Batista. Eles tem até bonecos dos guerrilheiros revolucionários. Abaixo, Che e Cienfuegos:

che y cienfuegos

O museu é bem interessante, sendo que no pátio, eles mantiveram o Granma em exposição, assim como alguns aviões antigos e tanques. Curiosa a visita, pois além de contar a história, a seu modo, o governo ainda fica fazendo propaganda da revolução, como se fosse algo que estivesse na pauta do dia e na moda, a influenciar outros povos e servir de motivação ao povo cubano para seguir na luta contra ‘O Inimigo’; Leia-se: Os Estados Unidos. Pura ilusão. Mas, julgo muito importante e necessária a vinda aqui, para compreensão de todo o processo histórico experimentado na ilha.

dicho

Há até fotos de Chico Buarque e Pablo Milanés, cantando juntos no país em tempos idos. Deviam estar cantando Yolanda nesta foto.

buarque e milanez

Outro passeio muito recomendado que fizemos foi para o El Morro. Saindo do bairro de Habana vieja, apanhe um táxi e cruze para este lado da insula pelo túnel rodoviário que o liga e visite esta mistura de monumento, mirante e fortaleza, que oferece um belo visual de Havana. Tem um canhão que, em certas ocasiões, ainda realiza alguns disparos fictícios. Por vezes, o local abriga também festivais de música caribenha e latina.

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Para finalizar este texto, gostaria de dedicar umas poucas e derradeiras linhas a falar de nossa experiência de mergulho na Ilha da juventude. Bem, de cara foi uma grande aventura voar de havana para girona em um antiquíssimo avião, um antonov russo movido à hélice da cubana de aviación. O vôo demora pouco menos de 30 minutos, mas a sensação, em uma cabine que não chega a ser sequer pressurizada, é a de que dura 10 horas, tamanha a aflição de querer ver essa máquina nada confiável tocar o solo novamente.

Como chegamos vivos, acrescento que ficamos hospedados em um pequeno resort, nada de especial, que parecia estar funcionando apenas por nossa presença. A sensação que tínhamos é que ele tinha acabado de ser reaberto para nos receber. Porém, uma coisa eu preciso dizer. Foi lá que assisti ao pôr-do-sol mais bonito de minha vida, evidentemente, fumando um charuto cohiba com estilo, o preferido de Fidel Castro. A foto abaixo, talvez explique as minhas razões. É de cair o queixo!

sunset

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Quanto ao mergulho, ou ‘buceo’, como eles chamam, um deslumbramento. Cuba oferece uma magnífica experiência de scuba diving, com águas quentes e transparentes que te permitem uma visibilidade de mais de 60 metros. Saímos durante três dias (pela manhã e volta no final da tarde para pernoite no hotel) em um barco, com uma equipe de 3 dive masters conosco sempre fazendo 2 ou 3 descidas por dia. As vezes, parávamos em ilhas desertas também, e eles pescavam lagostas na hora e preparavam para nós. (se bem que eu não gosto de frutos do mar). Abaixo, uma foto desta ilha-praia particular onde fazíamos um intervalo nos mergulhos. O filme ‘A Lagoa Azul’ poderia ter sido perfeitamente rodado aqui.

ivynho na agua

Uma curiosidade. Pelo sistema cubano, o barco era do governo, como uma ‘mini empresa pública’, e os mergulhadores, pasmém, funcionários públicos, ganhando, segundo nos relataram, o equivalente a 100 dólares/mês. Isto é Cuba! Um país de todo peculiar. Bem, embora tenha preferido pelo conjunto da obra, o mergulho em Fernando de Noronha, foi incrível a experiência de mergulhar aqui. Recomendadíssimo. Abaixo, uma foto minha, ‘buceando’ neste pedaço do mar do caribe.

buceando

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Era o que tinha para contar de Cuba. Se pretende vir aqui, não fique apenas com Varadero, pois é um lugar artificial, que em nada retrata a realidade deste país. Explore Havana e tenha essa história para contar no futuro, a de ter visitado um local talvez único no mundo de hoje.

Do Rio pro Mundo

7 pensamentos sobre “Cuba: Uma incrível volta ao passado, regada a charutos, mojitos e mergulhos.

CamilaPublicado em  6:27 pm - jun 12, 2013

É, suas impressões, infelizmente, confirmam minha decisão de não visitar Cuba, apesar de ter sido quase um sonho por muitos anos. Tenho estado mais no clima de relaxar, ficar em lugares confortáveis, mais do explorar lugares culturalmente e historicamente importantes. Meio superficial, né? Fiz umas viagens que se transformaram num perrengue tão grande que no fim questionava se tinha valido a pena, então tenho optado por não arriscar mais. Uma pena, no sentido de que tenho certeza que vou perder experiências valiosas com isso. E as vezes viagens totalmente inofensivas se transformam em grandes furadas também… Enfim, por enquanto, Cuba, assim como India e China, entraram pra lista de lugares que eu adoraria ter conhecido enquanto ainda tinha coragem. rs

As praias são realmente lindas e esse pôr do sol de tirar o fôlego! E agora você tem toda essa experiência na bagagem pra dividir com a gente 🙂

Beijo!

    Do Rio pro MundoPublicado em  7:24 pm - jun 12, 2013

    Valeu Camila. Realmente, vi Cuba no limite. Confesso que não faz parte de meus planos voltar lá, embora ache bem interessante e educativa para quem não a conhece.
    Um beijo, Felipe

édy linsPublicado em  5:05 am - ago 27, 2013

Fiquei feliz ao ler seu relato pois me traz recordações deleiciosas.
Fiz esta mesma viagem por tres vezes, e tudo o que vc relatou me é familiar. A única experiëncia a mais que tive e vc não, ou ao menos não relatou, foram meus passeios noturnos em Nova Gerona, que fica a 40 kms do Colony. Lá eu pide ter contato com um povo cubano mais real, não contaminado pela verve turística de Havana. Entrei na casa deles, jantei com eles, fui em bares e tomei a cerveja bucannero. É tanta coisa que acredite, daria um texo do tamanho do seu ou maior!! rsrrs Preciso realmente votae naquele lugar!! Abra;o grande.

Jorge FilipePublicado em  7:34 pm - ago 14, 2014

Boas, gostaria quanto fica, (preços) em media fazer mergulho em Varadero e cayo largo.

obrigado

    Do Rio pro MundoPublicado em  12:31 am - ago 16, 2014

    Olá Jorge. Obrigado pela visita. As saídas em Cuba eles fazem 2 ou 3 mergulhos de 45 minutos com intervalos de 1,5 horas. Você pagará algo próximo a 150/2005 pesos a saída. Equivalente a 230 dólares aproximadamente.
    Um abraço

ToniPublicado em  7:23 pm - out 8, 2015

Boas, gostaria de saber qual o preço, em média, de uma caixa de charutos, por favor!
Parabéns pelo texo

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