• fpcuesta@gmail.com

Category ArchiveCroácia

Dubrovnik: Fechando com chave de ouro a viagem pela Croácia, constato que todas as coisas espetaculares que dizem sobre ela são verdade!

E o nosso giro de 16 dias pelos Balcãs se encerrou finalmente em Dubrovnik, considerada a jóia da coroa, a cereja do bolo, ou como eles mesmo dizem, a pérola dálmata do Adriático. Desfecho ideal para uma viagem extraordinária, permeada por tantas paisagens inesquecíveis. Local que justifica com sobras a sua fama. Um destino turístico singular, de uma beleza desproporcional, uma fábula antiga perdida nos tempos atuais. Em nenhuma hipótese pode deixar de ser visitada em qualquer roteiro que se pretenda na Croácia. Os muros altíssimos e as ruas de pedra com becos em desnível, interligados por escadarias de fôlego, os portões de ferro e suas pontes elevadiças permanentemente deitadas e abertas, se insinuando ao público, as torres estrategicamente localizadas, o caminho de pedestres no topo das muralhas, o mar translucido e azul do adriático, as ilhas e montanhas ao redor, as praias quase coladas nas rochas e a profusão dos telhados em terracota nas construções mesclando tons de bege e ocre, criam o cenário perfeito. Tudo em grande harmonia visual. Um verdadeiro deslumbramento! 

Croatia_Dubrovnik_59478013

Vis e Bisevo. Um passeio de barco desde Hvar, percorrendo as três grutas e a vila de komiza. Um post Fotográfico. Imperdível!

Ainda estou devendo 2 posts sobre a série da Croácia. Esse penúltimo trata de um day tour desde Hvar. O último, tratará de Dubrovnik, a jóia da coroa dálmata. Pois bem, em um dos três dias que passamos em Hvar, fizemos o tour privativo das três grutas, que é um dos produtos mais vendidos na alta temporada, junto com o outro passeio também imperdível, à ilha de Brac/Bol para conhecer a praia mais famosa da Croácia, Zlatni Rat. Essa jornada de visita às três cavernas marinhas é o que vou contar neste post. Contudo, por mais que eu fale e escreva, nada nesse relato conseguirá superar ou traduzir as fotos. Por isso, colocarei pouco texto e muitas imagens. Fotos da entrada da gruta verde. 

Hvar: Uma autêntica ilha da fantasia!

Numa viagem como essa, onde passamos por lugares tão espetaculares quanto distintos, fica muito difícil (pra não dizer praticamente impossível) eleger apenas um único que tenha se destacado dentre todos. Mas, Hvar poderia facilmente ser a minha opção, caso fosse obrigatória uma eleição. Sorte que não preciso escolher nada, pois apenas faço um mero exercício de especulação. Não seria surpreendente também se perdesse o posto para dubrovnik, plitvice lakes ou sarajevo. Se tivesse que decidir, não seria tarefa fácil e qualquer uma que vencesse, o faria com diferença mínima para as demais. Mas, com segurança, afirmo que os quatro lugares seriam os finalistas destacados. Todos deixando Split para trás por uma pequena diferença.

20140507_111109

Zagreb: A simpática e surpreendente capital Croata.

Inicialmente, de acordo com nossos planos, nos serviríamos apenas do aeroporto de Zagreb, na chegada e na partida do país. E assim fizemos quando chegamos de Lisboa. Desembarcamos, fomos até a agência de aluguel de carro e retiramos o veículo, rumando diretamente para os lagos plitvice. Contudo, no dia de ir embora, tínhamos um vôo para Lisboa às 16 horas e, como chegamos de Dubrovnik muito cedo, mais precisamente  às 7 hs da manhã, encontramos tempo para um giro pela capital do país. Resultado: Ainda bem! Confesso que não esperava nada dela e acabei me surpreendendo muito positivamente com a cidade, limpa, sofisticada, organizada, relativamente fácil de explorar pela concentração das atrações e bonitinha. Contratamos um city tour privado de 6 horas, que nos deu uma ótima impressão de Zagreb, deixando um desejo de voltar.

Split: O belo refúgio do Imperador Diocleciano, o perseguidor de cristãos.

A Croácia seguia nos impressionando a cada novo movimento. Ainda bem barata, quando comparada com outros lugares europeus, reúne uma incrível mistura de parques naturais, praias fantásticas e sítios históricos de épocas bem remotas da humanidade, desde a civilização grega, passando pelo império romano, o período de influência otomana e, mais recentemente, o próprio reino da Iugoslávia. Finalizada a etapa em Trogir, fomos um pouco adiante para visitar uma outra cidade de muito destaque e prestígio em quase todos os roteiros.

Trogir: Uma pequena jóia.

Trogir apareceu como uma miragem. Em dado momento, a estrada principal que vem do norte, manda o motorista sair à direita e, de lá, seguir numa via de mão dupla na direção de um vale. A estradinha então vai se desenrolando sem maiores atrativos visuais quando, de repente, se avista com grande impacto, ainda do alto, todo o azul turquesa do Adriático, desenhando cuidadosamente os limites geográficos da orla, de varias pequenas vilas, das ilhas e de algumas montanhas. Um visual de cinema. E, no meio dessa paisagem, quase escondida, a minúscula ilha de Trogir, encravada entre o continente e a enorme ilha contígua de Čiovo, ficando separada destes por dois pequenos canais. Na foto abaixo, da vista que dispúnhamos, escrevi a palavra trogir na localização exata da mini cidade.

Parque Nacional Krka Waterfalls, Skradin e Sibenik. A bela Croácia além do básico

Após a passagem por Zadar, prosseguimos para o sul da Dalmácia rumo a 3 lugares menos divulgados nos guias especializados, mas que tinham chamado nossa atenção pelas peculiaridades de cada um. Skradin, um minúsculo vilarejo, base ideal para explorar o segundo parque natural mais importante e visitado na Croácia, o Krka Waterfalls National Park. E, bem próximo a esses dois sítios, a cidade de Sibenik, sede da famosa catedral de st. james, patrimônio mundial da humanidade segundo a Unesco.

Zadar: Uma gratíssima surpresa, com ruínas romanas, histórias de dominação veneziana, catedrais e os inéditos órgão marítimo e painel colorido movido à luz solar.

Quando estávamos planejando o roteiro, Zadar, apesar de sempre ter sido cogitada, acabou sendo incluída de forma definitiva apenas na revisão de última hora, quando faltavam 10 dias para a viagem, após decidirmos retirar os trechos da Eslovênia e da região da Ístria, para girar com mais calma pela Dalmácia. Originalmente, passaríamos metade de um dia em Plitvice, e pularíamos Zadar, indo direto para Split.

Plitvice Lakes: Nunca tinha visto algo igual…

Nossa viagem pelos balcãs começou com a chegada em Zagreb, por volta das 15 horas, em um dia nublado de maio, provenientes do voo 864 da TAP, desde Lisboa com escala em Bologna. Tão logo nos livramos dos trâmites burocráticos aeroportuários, retiramos o carro previamente alugado e, munidos de um GPS já trazido do Brasil, rumamos sentido sudoeste na direção de nossa primeira escala, onde chegamos ainda com a luz do dia, apos 1 h e 30 min por uma estrada que se apresentou em ótimas condições, mais ou menos na metade do caminho entre a capital e a cidade de Zadar na costa norte Dálmata.

ps: Karine, uma vez mais, obrigado por todas essas belas fotos da sequência.

Dicas imprescindíveis para montar um roteiro de viagem pelos Balcãs: Croácia, Bósnia-Herzegovina e Montenegro.

Inaugurando uma nova série com esse post introdutório, publicarei uma sequência de relatos sobre uma viagem realizada agora em maio de 2014, com duração de 16 dias, onde percorremos 3 (três) das antigas repúblicas que formavam a extinta Iugoslávia do Marechal Tito. Quem acompanha esse blog, sabe que apresentarei um conjunto de crônicas retratando os locais percorridos, pontuadas com a necessária inserção das dicas, roubadas, informações relevantes sobre restaurantes, hotéis, passeios e locais de visitação imprescindíveis que não podem ser excluídos de qualquer roteiro.